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Homem é preso por matar a prima, com quem tinha relacionamento, em Goiânia

Feliane Tavares foi morta porque não queria ter relações com o primo - Arquivo pessoal
Feliane Tavares foi morta porque não queria ter relações com o primo Imagem: Arquivo pessoal

Luiza Souto

Da Universa

29/05/2019 04h00

Natural de Tocantins, Feliane Tavares Campos, de 26 anos, mudou-se ainda na adolescência para Goiânia. Queria sair da fazenda para morar na cidade, e ficar perto dos primos. Envolveu-se com um deles, com quem mantinha um relacionamento aberto -- cada um tinha um par, mas ficavam juntos esporadicamente, de forma discreta, por cinco anos. Mãe de uma menina de 7 anos e outra de 1, ela foi enforcada em dezembro último pelo parente, após uma festa em sua casa. Segundo o delegado Ernane Cazer, da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), em Goiânia, o suspeito queria transar com a companheira, mas teve o pedido negado.

Somente no início de maio, a polícia concluiu que Marcos Vinícius Lopes Fiaia, de 21 anos, era o culpado pela morte da prima. Ele confessou o crime e está preso. Responderá por feminicídio. Se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de reclusão. O delegado afirmou que ele diz não se lembrar do dia do crime.

"Ele disse, de forma tranquila e sem demonstrar ressentimento, que só lembra de apertar seu pescoço, como se estivesse fora de si. Vai responder por feminicídio porque é um crime por causa do gênero, porque ela era mulher", explica.

Os dois eram primos de primeiro grau: o pai de Feliane é irmão da mãe de Marcos. Uma prima deles, que pediu para não ser identificada, por medo, contou à Universa que a relação da dupla era conhecida entre os parentes, e não havia, ao que ela lembra, qualquer indício de violência. Por isso, a família ainda tenta entender o que levou Marcos a tirar a vida da companheira.

"Os dois eram muito amigos. E brigavam normal, como outros primos também discutiam", fala essa prima.

Após o crime, a prima diz que chegou a desconfiar do namorado de Feliane, mas o comportamento estranho do parente voltou as suspeitas para ele:

"O Marcos acompanhou a retirada do corpo da nossa prima da casa dela, e ficava falando que tinham que pegar o culpado. Mas no velório, estava estranho, ficava quieto num canto. A família desconfiou, meu namorado perguntou se foi ele, mas ele não falava nada. Ele confessou para alguns amigos, só que não tiveram coragem de denunciar".

Por contradições em seu depoimento, e com a ajuda de outras testemunhas, a polícia chegou à conclusão da autoria do crime e prendeu Marcos no início de maio.

A família ainda está sem acreditar em tudo o que aconteceu. Enquanto isso, a filha mais velha de Feliane, de 7 anos, está com a avó paterna. A de 1, com a avó materna.