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Violência contra a mulher

Milhares denunciam na França desigualdade salarial e violência de gênero

Stringer/AFP
Imagem: Stringer/AFP

Da AFP

08/03/2019 21h38

Milhares de pessoas protestaram nesta sexta-feira, em várias cidades da França, por ocasião do 42º Dia Internacional da Mulher, para denunciar a desigualdade salarial e a violência de gênero.

Os cerca de 15 mil participantes, segundo os organizadores, foram convocados para protestar ou parar de trabalhar a partir das 15H40, hora teórica a partir da qual as mulheres trabalham "gratuitamente", dentro da lógica de que ganham em média 26% menos que os homens.

Em Paris, 6 mil pessoas se reuniram na Praça da República para exigir igualdade salarial e o fim da violência sexista. Um cartaz dizia: "Não é não".

Em Rennes, um protesto reuniu 750 pessoas, segundo a polícia. A manifestação de Lille contou com 350, segundo seus organizadores.

Marselha reuniu 2.500 pessoas e Grenoble, 1.500, nos protestos pelo Dia Internacional da Mulher.

Além da igualdade profissional, a luta contra a violência envolvendo as mulheres foi o outro grande tema deste 8 de março.

A cada três dias na França uma mulher morre vítima de seu companheiro. Desde 1º de janeiro já são 30 vítimas. "Chega de silêncio (...), chega de feminicídios", escreveu nesta sexta-feira no Twitter o presidente Emmanuel Macron.

O governo francês avalia que a igualdade deve ser promovida também no exterior, com uma "diplomacia feminista" que Macron planeja por em prática através de sua presidência do G7 em 2019.

Com este objetivo, Macron entregou na manhã desta sexta-feira o prêmio Simone-Veil à camaronesa Aissa Doumara Ngatansou, que administra uma associação de ajuda às vítimas de estupro e combate os casamentos forçados.

A França destinará 120 milhões de euros a um fundo de apoio à "luta contra a violência e a discriminação das mulheres" no mundo, anunciou Macron.

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