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Coronavírus sobrevive por até 3 dias em plástico ou maçaneta

Davi Ribeiro/Folhapress
Imagem: Davi Ribeiro/Folhapress

Daniel Dieb

Colaboração para Tilt

17/03/2020 12h32

Sem tempo, irmão

  • Coronavírus sobrevive até um dia sobre papelão, e de dois a três sobre plástico e metal
  • Pesquisa também indica que vírus sobrevive por até três horas no ar
  • Dados coletados podem dar pistas sobre como covid-19 é transmitido tão rápido
  • Mas, ainda não se sabe se a transmissão pode ocorrer por superfícies contaminadas

O coronavírus pode sobreviver por até 72 horas em materiais como o plástico e metal inoxidável. Em papelão, ele pode durar 24 horas, indica estudo feito por pesquisadores do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas e da Universidade de Princeton, ambos dos Estados Unidos. Já no cobre, ele dura só quatro horas, e no ar, três.

Divulgada na quarta-feira (11), a pesquisa analisou o tempo de vida do novo coronavírus fora do corpo humano. As informações podem dar pistas sobre como o vírus se transmite com rapidez.

No final de janeiro, surgiu a dúvida sobre a transmissão do coronavírus por objetos vindos da China, como os comprados em sites como o Alibaba. A hipótese foi afastada, porque eles demoraram para rodar meio mundo e chegar aqui, tempo suficiente para os vírus morrerem.

Os dados coletados indicam que é plausível a hipótese da infecção do Covid-19 por ar ou por objetos inanimados. Mas, são necessários outros estudos que corroborem a hipótese.

No Twitter, Dylan Morris, um dos autores do estudo, fala que o ponto mais importante é a semelhança do covid-10 com o Sars (que causou a epidemia de 2003) em termos de tempo de sobrevivência. Ambos são do mesmo grupo de doença, o coronavírus, que foi tema de outro estudo, uma revisão de literatura de pesquisadores de infectologia da Universidade de Böchum, na Alemanha.

Eles revisaram 22 estudos sobre transmissão por superfícies do Sars e do Mers (também um coronavírus) e concluíram que, em média, os vírus morrem depois de quatro ou cinco dias.

Neeltje van Doremalen, do estudo norte-americano, diz que escolheram as superfícies de acordo com o que consideraram mais relevantes. Por exemplo, plástico e metal inoxidável estão presentes em muitos objetos de um hospital, como a cadeira da sala de espera ou um bisturi.

Em um laboratório, ela e outros pesquisadores colocaram o vírus em superfícies feitas de materiais diferentes para ver por quanto tempo o covid-19 permanecia viável, ou seja, capaz de infectar uma pessoa.

Para testá-lo no ar, eles usaram uma câmara fechada. Depois, eles coletaram o vírus e o colocaram em uma placa de petri para verificar se outras células seriam infectadas. Se a célula fosse infectada, significava que o vírus era viável.

A pesquisa indicou que o covid-19 permanece vivo em superfícies e materiais diferentes, como o papelão da caixa de pizza ou uma maçaneta de metal. Ainda será necessário mais estudos para verificar se a infecção pode ocorrer por meio de superfícies ou pelo ar.

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