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Chadwick Boseman liderou a revolução da diversidade nos filmes de heróis

Chadwick Boseman, o Pantera Negra da Marvel: morte precoce - Reprodução / Internet
Chadwick Boseman, o Pantera Negra da Marvel: morte precoce Imagem: Reprodução / Internet
Fefito

Fernando Oliveira, conhecido como Fefito, é formado em jornalismo e pós-graduado em direção editorial. Teve passagens pela IstoÉ Gente, Diário de S. Paulo, iG, R7. Atuou como apresentador do Estação Plural, da TV Brasil, Mulheres, da TV Gazeta, e Morning Show, da Jovem Pan.

Colunista do UOL

28/08/2020 23h58

Resumo da notícia

  • Ator morreu nesta sexta-feira (28), ao 43 anos, em decorrência de câncer de cólon
  • Com "Pantera Negra", Chadwick Boseman provou que há espaço para diversidade em filmes de heróis
  • Super-herói da Marvel arrecadou mais de US$ 1 bilhão ao redor do mundo

E 2018, quando "Pantera Negra" foi lançado, um vídeo viralizou nas redes sociais em que um homem, negro, olhava o cartaz do longa-metragem da Marvel e comemorava euforicamente. "Então é assim que vocês se sentem sempre?", perguntava ele, aos amigos brancos. A comemoração não ocorreu à toa. O filme deu início a uma importante revolução - e reflexão - da indústria cinematográfica: mostrou que diversidade não se reduz a um nicho. E, encabeçando essa revolução, estava Chadwick Boseman, que interpretou o herói famoso nas histórias em quadrinhos.

O ator, que morreu nesta sexta-feira, aos 43 anos, liderou uma mudança de paradigma que ficará marcada para sempre na história do cinema. Embora astros como Sidney Poitier e Denzel Washington já tivessem desbravado longos caminhos no que diz respeito a representação de personagens negros, o universo dos super-heróis, em sua esmagadora maioria caucasianos, ainda parecia algo distante de ser conquistado. Tão logo foi anunciado, o filme do "Pantera Negra" foi cercado de desconfiança. Era grande a apreensão quanto à sua bilheteria.

Não só o longa-metragem estrelado pelo ator se mostrou um dos melhores do gênero já produzidos como arrecadou mais de US$ 1,34 bilhão ao redor do mundo. Um sucesso arrebatador de crítica e arrecadação. Tão bem sucedido, o herói ganhou destaque no desfecho de "Vingadores". Uma sequência estava prevista para 2022.

Mesmo lutando contra um câncer de cólon há anos, Chadwick rodou pelo menos dez filmes, muitos com cenas repletas de ação. Um deles, chamado "Ma Rainey's Black Bottom", baseado numa peça do vencedor do Pullitzer, August Wilson, será lançado este ano pela Netflix. O ator será conhecido não só pela coragem, mas também por mostrar que diversidade tem apelo comercial. Terá seu nome impresso na história do cinema mundial.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL