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Anderson questiona discussão sobre melhor de todos os tempos: 'Sem sentido'

Diego Ribas e Neri Fung

Ag. Fight

28/10/2020 14h53

Ex-campeão dos pesos-médios (84 kg) do UFC, Anderson Silva passou boa parte de sua carreira no evento sendo apontado como o melhor de todos os tempos. No entanto, passados alguns anos em que o atleta colecionou derrotas no octógono, seu nome perdeu força e a discussão ganhou novos nomes como Jon Jones, Georges St-Pierre e, mais recentemente, Khabib Nurmagomedov. Porém, ao menos na visão do 'Spider', essa conversa não faz sentido.

Em conversa com a imprensa brasileira hoje (28), Anderson afirmou que não vê sentido nesse tipo de discussão. De acordo com o discurso do veterano de 45 anos, lutadores conquistam momentos de supremacia no esporte de formas e em situações diferentes, o que torna a comparação impossível.

"Você tem melhores momentaneamente. Daqui a pouco (o momento) passa e vem outro. Acho muito prematuro e meio que sem sentido isso de melhor de todos os tempos. De tempos em tempos aparece alguém bom, um talento novo fora da curva. Não existe 'o' melhor", analisou o ex-campeão do UFC.

Nos últimos dias, após a aposentadoria de Khabib Nurmagomedov, o nome do atleta russo foi alçado ao posto de número um do ranking peso-por-peso do UFC, o que rapidamente se tornou o assunto mais falado do esporte. Inclusive, Jon Jones, ex-campeão dos meio-pesados, criticou a escolha e colocou seus feitos acima dos feitos do peso-leve (70 kg).

"Não existe essa discussão, existe momento. Pessoas foram melhores em determinados momentos: St-Pierre, Royce, Jon Jones, Khabib e outros atletas? Matt Serra, Pedro Rizzo, Vitor Belfort, Bj Penn. Tiveram tantos atletas bons e melhores em determinados momentos. Essa coisa do melhor não existe", ressaltou o 'Spider'.

Aos 45 anos, Anderson se prepara para aquela que pode ser sua última luta no UFC, neste sábado, em Las Vegas (EUA). Mas embora diga repetidas vezes que tudo vai depender da conversa de seu time com a organização do show após a luta com Uriah Hall, o brasileiro admite que, ao menos no octógono mais famoso do mundo, sim, esta deve ser sua 'última dança'.

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