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Após bi no PFL, Natan Schulte quer quebrar o "monopólio" do UFC no Brasil

Natan Schulte conquistou o bicampeonato do torneio peso-leve (70 kg) do PFL - Reprodução/Instagram
Natan Schulte conquistou o bicampeonato do torneio peso-leve (70 kg) do PFL Imagem: Reprodução/Instagram

Carlos Antunes, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

06/01/2020 06h00

No dia 31 de dezembro de 2019, Natan Schulte escreveu mais um capítulo de sua história no MMA. O catarinense venceu Loik Radzhabov e conquistou o bicampeonato do torneio peso-leve (70 kg) do PFL, repetindo o feito de 2018. Por isso, o lutador, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag.Fight, admitiu que torce para ser um dos responsáveis para atrair mais fãs brasileiros que não estão tão familiarizados com atletas que estão fora no UFC.

Quando deu seus primeiros passos no MMA, em 2011, Natan também não contou com um grande apoio da mídia. Porém, soube trabalhar para mudar esse cenário. Agora uma estrela do PFL, o peso-leve já colhe os louros e conta com uma visibilidade maior. Dessa maneira, ele também confia que pode alterar o olhar o grande público.

"Sempre lutei na minha cidade e não tinha nem reconhecimento lá, só os amigos e colegas mesmo me valorizavam. Isso me chateava muito. Mas depois que fui campeão começou a sair na rádio, jornal. Mas não sei se serei eu (que vai atrair a atenção do público para atletas fora do UFC). Se for, vai ser bom para todo mundo. Principalmente por conta das marcas. Sabemos que é muito alto o nível dos lutadores fora do UFC. Se for eu o cara que o pessoal do Brasil comece a olhar, ver que existem grandes nomes fora do UFC e observe, seria ótimo. Vai gerar um grande mercado, sem monopólio", afirmou o lutador que nasceu na cidade de Joinville, interior de Santa Catarina (SC).

No PFL desde 2018, já soma dez combates. Esse número representa quase o dobro do que uma atleta costuma atuar normalmente no UFC, por exemplo, neste período. Dessa maneira, apesar de ressaltar sua preferência pelo estilo de competição do evento, o catarinense não descartou uma mudança de ares para 2020.

"A gente vai sentar e conversar. Temos que ver o contrato, até porque ganhei pela segunda vez o campeonato e vamos ver o que fazemos. Não descarto nenhuma possibilidade. Gosto muito do formato de torneio no PFL, mas já vim nesses últimos dois anos de dez lutas. Passei por lutas difíceis, que acabaram desgastando muito o físico. Mas ainda não sei ao certo. Quero passar esses meses descansando um pouco, sentar com meus treinadores e conversar. Estou pronto para qualquer coisa. Não descarto nenhuma proposta", explicou o atleta da American Top Team.

O título do GP dos leves também rendeu uma quantia milionária para Natan. O brasileiro faturou um milhão de dólares (cerca de R$ 4 milhões). Somadas as conquistas de 2018 e 2019, o brasileiro já levou para casa cerca de R$ 8 milhões. Questionado o que pretende fazer com essa bagatela, o brasileiro manteve os pés no chão.

"Pretendo fazê-lo durar para o resto da minha vida. Não sei se abrir uma academia seria um objetivo. Acho que só se parasse de lutar. Mas eu amo lutar, treinar. Gosto muito de trabalhar e treinar na American Top Team", contou.

Natan Schulte está com uma sequência de nove vitórias e apenas um empate desde 2017, mantendo sua invencibilidade no PFL. Na carreira, o catarinense tem 20 triunfos, três reveses e um empate.

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