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Dani Alves fala sobre atraso salarial: 'Uma hora não posso facilitar mais'

Daniel Alves comenta atraso salarial no São Paulo - Reprodução/SporTV
Daniel Alves comenta atraso salarial no São Paulo Imagem: Reprodução/SporTV

Colaboração para o UOL, em São Paulo

24/05/2021 23h36

Campeão paulista pelo São Paulo, Daniel Alves falou sobre os R$ 11 milhões que tem a receber do clube. Convidado do "Bem, Amigos", o camisa 10 afirmou que não é movido a dinheiro, mas afirmou que "uma hora não posso facilitar mais".

Comparando a situação à compra de um "grande vinho", Dani Alves se colocou como um "facilitador" nas negociações com o Tricolor desde a sua contratação. O camisa 10 espera que as partes "cheguem num bom porto e que a história continue".

"A minha preocupação com o São Paulo era fazer com que o São Paulo ganhasse. Eu não queria que outras coisas interferissem nesse objetivo. Eu não faço isso por dinheiro. Não é o que me move na minha vida. O dinheiro só consegue pagar os meios para eu poder me mover, mas não é ele que me move. Evidente que eu também não trabalho de graça. Quando você compra um grande vinho, você não compra a garrafa, você compra a história. A história tem um preço. Se você não tem a capacidade de arcar com essa história, dificilmente você vai beber grandes vinhos constantemente", falou Dani Alves.

"Mas não é isso que me move, tanto que a minha primeira conversa com o São Paulo, quando eu tomei a decisão de vir, que as pessoas estavam querendo saber da grana, eu falei: 'parem com tudo isso. Qual o projeto?'. Tudo que eu fiz pelo São Paulo, não me arrependo de ter feito, eu fui um facilitador para hoje eu estar no São Paulo e hoje estarmos celebrando a conquista de alguma coisa. Chega um momento que eu não posso facilitar mais, porque eu começo a desvalorizar o produto. Eles estão conversando. Espero que cheguem num bom porto e que a história continue. Não é uma coisa que eu gosto de falar, sobretudo pelo respeito da situação do país. Não gosto de ficar falando de grana, porque eu vejo que a situação hoje no meu país é precária. Parece soberba", completou o jogador.

Segundo o presidente do São Paulo, Julio Casares a dívida é composta por direitos de imagens e um bônus que foi feito no contrato. A parte de CLT, que é a parte salarial, está rigorosamente em dia.

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