PUBLICIDADE
Topo

Andreoli se solidariza com brasileiro que reclamou de som alto

Felipe Andreoli apoia Altobeli  - Reprodução web
Felipe Andreoli apoia Altobeli Imagem: Reprodução web

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

25/07/2021 13h50

O jornalista Felipe Andreoli se solidarizou com o atleta brasileiro Altobeli da Silva, que reclamou recentemente que não conseguia dormir e descansar adequadamente por causa do som alto e da 'barulheira' na base do Brasil, em Saitama. Andreoli apoiou o atleta e contou o que ele passou na última noite:

"Ontem eu vi as declarações do Altobeli, do atletismo, reclamando do barulho de outros atletas tocando funk alto na vila e tudo mais e eu fiquei indignado. Essas coisas me deixam indignado, acho uma falta de respeito com o próximo e aí, acredite se quiser, a Lei de Murphy é maravilhosa... Eu tô em um apartamento alugado aqui no Rio e o vizinho do andar de cima do meu, exatamente o de cima, resolveu botar uma música pra f**** três da manhã. Três da manhã ele ligou a música. Eu fico pensando o que tem na cabeça dessas pessoas, cara. Elas morando em um prédio, eu, por exemplo, já vi que um vizinho meu tem um nenê de colo, uma criança de colo, tem idosos, pessoas que eventualmente trabalham e o cara se dá o direito de achar que tem só ele no prédio e botar uma música no topo do volume até às cinco da manhã".

Altobeli, assim como Felipe Andreoli, recorreu ao Instagram para expor a situação e, além de frisar que não conseguia descansar após o treino em dois períodos, se disse muito nervoso com a situação e pediu mais consciência aos atletas brasileiros.

Vale lembrar que, no último sábado, Felipe Andreoli foi muito elogiado pelo modo como se portou diante de uma situação de machismo durante uma explicação de como a cultura japonesa funciona.

Ainda no Instagram, o jornalista seguiu com o discurso sobre a falta de consciência da população e relatou outros tipos de desrespeito:

"Como já eram 3h30 da manhã, acabei levantando e vindo direto para o trabalho e aqui, como é na zona oeste do Rio, eu tô muito perto dos estúdios da Globo então eu chego em 10 minutos, são menos de seis ou sete quilômetros e nesse tempo eu vi duas festas, lado de fora, bombando, bombando de gente, todo mundo sem máscara.... A sensação é que tipo, acabou a pandemia. Especialmente aqui no Rio, é chocante ver o tanto de pessoas sem máscara na orla, na praia, nos comércios. Eu entrei em duas ou três lojas e o cara que tava me atendendo tava sem máscara! Descaso total, então fica difícil acreditar que essa m**** vai passar nesse país com essas pessoas lidando com isso do jeito que elas estão, já desencarnaram total, ligaram o f***d-se, aqui as festas tão comendo solto, todo dia eu passo aqui, no meio da semana tinha uma festa comendo, essa é a real".

Altobeli, de 30 anos, está disputando as Olimpíadas pela segunda vez na carreira e no Rio, em 2016, ele terminou em nono na prova de três mil metros com obstáculos. No Brasil, a pandemia chega perto dos 550 mil mortos.