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Andreoli 'dá bronca' após aula de japonês: 'Parar com coisas machistas'

Felipe Andreoli e professor de japonês interagem durante transmissão das Olimpíadas na TV Globo - Reprodução/TV Globo
Felipe Andreoli e professor de japonês interagem durante transmissão das Olimpíadas na TV Globo Imagem: Reprodução/TV Globo

Colaboração para o UOL

24/07/2021 07h06

Durante a transmissão das Olimpíadas de Tóquio na TV Globo, entre um evento e outro, o apresentador Felipe Andreoli recebeu um professor de japonês, Noburo Fujita, nos estúdios da emissora. Durante a "aula", o jornalista ficou na bronca com uma das coisas mostradas: a diferença de reverência para o cumprimento entre homens e mulheres.

Fujita explicou a Felipe Andreoli, primeiro, que as reverências são "banalizadas" no Brasil e que devem ser feitas apenas uma vez como saudação e uma vez na despedida. Na sequência, ele falou sobre a diferença dos cumprimentos: os homens se inclinam menos e as mulheres mais - uma questão de "delicadeza", segundo o professor.

O jornalista não gostou muito e interpretou a situação como machista, dizendo que "essa história tem que mudar" e destacando que a sociedade japonesa tem evoluído nesse sentido.

"Eu li uma coisa muito interessante: essa reverência que a gente faz, do cumprimento, quanto mais importante a pessoa, ou mais velha, você vai mais para baixo. É isso?", disse Andreoli.

"Respeito, né. É isso. Aí, homem, 45°, mais ou menos [a reverência], as mulheres é mais profundo, delicadamente", explicou Fujita

"A dos homens é menos, é isso?", questionou o jornalista.

"Isso. E só uma vez. Por que brasileiro fica fazendo toda hora. Está errado. É uma vez só", explicou o professor.

"É só uma vez. O cara faz o tempo inteiro, está errado. Então aqui no programa, é só no 'oi' e no 'tchau'. Não adianta ficar fazendo o tempo inteiro. Uma vez só. Mas essa história de a mulher fazer diferente do homem tem que mudar no Japão. Parar com essas coisas machistas", criticou Andreoli

"Não. Mulheres vão mostrar mais delicadeza", justificou Fujita.

"Entendi. Tem que mudar essa história. A gente já viu que o Japão começou a mudar bem essas coisas, colocando a Naomi Osaka para acender a pira olímpica, uma atleta muito representativa", arrematou Andreoli.

Outros momentos

A interação entre os dois proporcionou outros momentos curiosos. O professor de japonês tentou traduzir algumas expressões sugeridas por Andreoli, como 'Haja coração!' e 'Vai, Brasil!'. Além disso, ele explicou a origem de suas roupas tradicionais japonesas, comentou a "ocidentalização" da comida e música de seu país e ainda cantou uma canção que explodiu em 1964, ano dos primeiros Jogos Olímpicos no Japão.