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Saiba por que Ronda se recuperou tão rápido após ficar com dedo "pendurado"

Evan Agostini/Invision/AP
Imagem: Evan Agostini/Invision/AP

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

21/08/2019 04h00

Ronda Rousey postou ontem (20) em seu Instagram uma foto de seu dedo médio fraturado e com a parte próxima da unha "pendurada". De acordo com ela, a lesão aconteceu durante as gravações da série de TV americana "911, quando uma porta de barco caiu em sua mão e esmagou seus dedos.

A parte curiosa ficou pela outra afirmação de Ronda. A lutadora afirmou que apenas três dias após o acidente já estava com mais de 50% dos movimentos do dedo médio. "A medicina moderna me espanta", escreveu ela.

A explicação do "milagre" pode ser resultado de alguns fatores. O primeiro é o fato de a fratura ter acontecido provavelmente na chamada falange média. De acordo com Marcus Luzo, professor-adjunto do departamento de ortopedia e traumatologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o local é o de menor problema para uma fratura desse tipo.

"É uma parte do dedo de boa vascularização. A mão é uma região bem irrigada, normalmente, tem uma evolução boa para a cicatrização. Se fosse perto da palma da mão, seria mais complicado de recuperar", explicou.

ATENÇÃO: IMAGEM FORTE

Reprodução
Imagem: Reprodução

O outro fator que explica a recuperação de Ronda é o procedimento feito pelos médicos que a atenderam. De acordo com ela, foram colocadas placas e parafusos para reconectar o osso do dedo.

"Quando você sofre uma fratura e coloca uma placa, isso permite uma maior mobilidade do local. O Anderson Silva (lutador do UFC) quando fraturou a perna, em três semanas ele já estava andando com o auxílio de muleta. A placa estabiliza a fratura e permite um maior movimento, que deixa a recuperação no dia-a-dia mais fácil", prosseguiu.

Apesar da melhora, Luzo ressalta que a recuperação é parcial. O tempo de consolidação do osso costuma ser de quatro a seis semanas. "O dedo não está pronto para outra pancada, mas já consegue se movimentar bem. Em tão pouco tempo, ela não poderia voltar a lutar, por exemplo. A placa estabiliza, mas a consolidação do osso demora um pouco mais", completou.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado anteriormente, a lesão provavelmente aconteceu na falange média, não na distal.
Foi informado incorretamente que o período de calcificação do osso seria de 6 a 8 meses. O correto seria 4 a 6 semanas.