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Por que o Spider fez tantos exames e qual foi o resultado de cada um deles?

Do UOL, em São Paulo

12/02/2015 20h52

Em algum momento nos últimos dias você deve ter ficado confuso. Para quem não acompanha o caso de Anderson Silva com uma lupa, a enxurrada de exames e os resultados cheios de asteriscos mais confundem do que explicam. Por isso, o UOL Esporte fez uma cronologia do drama do Spider, tentando explicar cada um dos testes do ex-campeão e por que ele foi avaliado tantas vezes.

Por que tantos exames?
Foram, ao todo, quatro testes diferentes. Um no dia 9 de janeiro, outros dois no dia 19 e um último no dia 31, após a vitória sobre Nick Diaz em seu retorno aos octógonos. A bateria de exames é, até certo ponto, uma novidade do UFC. Seus primeiros resultados, porém, mostram que ela pode chegar para ficar.

A revolução do antidoping na principal franquia do MMA começou em 2013. Depois de ser acusado de negligência no assunto, o UFC endureceu a política de combate às substâncias ilícitas e começou a repassar mais dinheiro para a Comissão Atlética de Nevada.

O órgão independente passou a promover testes-surpresa em períodos fora de competição, seguindo uma determinação da Wada, agência mundial de controla antidopagem. Em 2014, cada lutador teve de fazer, em média, um exame inesperado, além daquele realizado logo após a luta em si. A política abateu 13 lutadores do UFC, entre eles figurões como Chael Sonnen, Vitor Belfort e Cung Le.

Em 2015, a franquia aumentou seu investimento e a Comissão Atlética passou a fazer mais de um exame-surpresa nos principais lutadores. Só em janeiro, foram quatro exames positivos: Anderson Silva, Jon Jones, Hector Lombard e Nick Diaz.

O primeiro exame
Até agora, o exame de urina feito em 9 de janeiro é a grande prova contra Anderson Silva. De surpresa, o brasileiro foi testado para diversos tipos de substâncias e foi pego com drostanolona, hormônio que aumenta a massa muscular.

Anderson Silva negou que tenha se dopado, mas ainda não explicou como o item proibido foi parar em seu organismo. No próximo dia 17, a Comissão Atlético de Nevada se reunirá para debater o caso e ouvirá, pela primeira vez, as explicações do lutador brasileiro.

O segundo (e o terceiro) exames
Dez dias depois do primeiro teste, Anderson Silva foi submetido a novos exames. Àquela altura, é bom lembrar, o resultado positivo ainda não tinha sido divulgado. O Spider fez uma coleta de urina e uma de sangue.

A de urina procurou as mesmas substâncias do primeiro exame, mas não encontrou nada. Em tese, isso não aliviaria Anderson da acusação de doping, já que ele pode simplesmente ter feito o teste após o fim do ciclo de contaminação.

O de sangue também deu negativo, mas não procurou substâncias como drostanolona. A ideia desse teste era encontrar, basicamente, hormônios de crescimento (GH, como é conhecido). Anderson passou ileso.

O quarto exame
Foi feito em 31 de janeiro, dia da luta do brasileiro com Nick Diaz. Os detalhes desse exame ainda não são conhecidos, pois não foram divulgados pela Comissão Atlética de Nevada. Não se sabe o que eles procuraram, se ele examinou urina ou sangue do lutador e nem o que ele encontrou, ao menos oficialmente.

Na noite da última quarta, o site MMA Junkie, um dos mais respeitados dos Estados Unidos, publicou em primeira mão que o resultado desse teste foi positivo. A divulgação oficial dos resultados, que deveria ter acontecido na última terça, ainda não aconteceu, o que só aumentou a expectativa sobre o assunto. 

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