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Presidente da CBF diz que entidade irá ajudar clubes na criação de ligas

Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF - Lucas Figueiredo/CBF
Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Do UOL, em São Paulo (SP)

06/05/2022 09h05

Os 40 clubes entre Série A e B se encontraram em São Paulo nesta semana para oficializaram a entrada na Libra, a nova liga de futebol do Brasil.

No entanto, apenas oito clubes (Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Flamengo, Cruzeiro e Ponte Preta) assinaram o documento que garante a entrada no grupo. A principal divergência entre as instituições é a divisão do dinheiro.

Ednaldo Rodrigues, o novo presidente da CBF, opinou sobre a criação de novas ligas e garantiu que elas chegam ao futebol brasileiros para fazer todos os envolvidos saírem ganhando.

"É um mito achar que as ligas vão proteger apenas os clubes de elite do futebol brasileiro. Os pequenos também serão beneficiados. Basta ver o modelo que tem funcionado no Nordeste. Se as ligas funcionam, todo mundo sairá ganhando — sobretudo os clubes que não estão em nenhuma das quatro grandes séries, a A, B, C e D. Há espaço para ligas", afirmou em entrevista à Veja.

O novo mandatário da entidade máxima do futebol brasileiro ressaltou que as ligas não chegam para enfraquecer a CBF, e que o órgão dará todo o apoio para a criação delas.

"Os clubes estando bem, a CBF também estará bem. O poder não me deslumbra. Sou uma pessoa simples. A CBF não é a Presidência da República, não é um ministério. Aquela cadeira na qual me sento hoje é transitória", disse.

"Já falei para os dirigentes dos clubes: a CBF vai ajudar na constituição das ligas. Nos próximos meses faremos inclusive um seminário com a ajuda da Fifa para encaminhar a formação dessas entidades", acrescentou.

Chegada dos streamings no futebol brasileiro

Ednaldo também falou sobre a chegada dos serviços de streamings nas transmissões dos jogos do futebol brasileiro. Na opinião do dirigente, essa concorrência com a TV aberta é muito positiva.

"A concorrência faz bem, sempre. É bom para tudo e, portanto, para o futebol. A televisão aberta é a principal fonte de receitas, sem dúvida — mas qual o problema de criar outros canais, com novas ofertas na imensidão da internet? As pessoas querem ver futebol do modo que for mais cômodo. Nos estádios também é possível melhorar muito, como se faz na NBA, com grandes espetáculos", concluiu.