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Botafogo: Textor mira jovens e nomes 'que fizeram grandes coisas na Europa'

Jorge Braga (à esquerda), CEO do Botafogo, posa ao lado de John Textor (à direita) - Reprodução/Twitter
Jorge Braga (à esquerda), CEO do Botafogo, posa ao lado de John Textor (à direita) Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

09/01/2022 19h41

Os trâmites para John Textor concretizar a compra das ações da SAF do Botafogo estão em andamento, mas o empresário já projeta a montagem do elenco e indica como será o trabalho nos bastidores do departamento de futebol do Alvinegro.

Em entrevista ao SporTV, Textor indicou que quer o Glorioso em uma rede que vai ligá-lo a clubes de outras partes do mundo, e pretende facilitar chegadas e saídas de jovens jogadores. Além disso, apontou que nomes com currículos mais robustos também fazem parte do planejamento.

"Jogadores que fizeram grandes coisas na Europa e ainda acrescentam muito em campo podem voltar para casa. São jogadores que talvez não pensem em voltar agora, mas isso pode mudar com o que está acontecendo no Brasil. Os Red Bulls da vida estão aparecendo, pessoas como eu. Isso pode inspirá-los a voltar para o país natal não só para encerrar a carreira, mas para ser um lugar onde você vai estar no auge da sua carreira", disse ao canal.

O norte-americano afirmou que esses atletas mais conhecidos não necessariamente precisam ser brasileiros, e indicou que o grupo também contará com estrangeiros.

"Esses veteranos não precisam ser brasileiros, podem ser jogadores que queiram atuar aqui. Eles trazem liderança, sabedoria e a coisa mais importante no futebol: calma. A diferença entre um jogador incrível e um mediano é o senso de calma, é saber lidar com o momento. Esses capitães veteranos trazem isso. Acredito que teremos sucesso para convencer jogadores a jogar aqui e a trazer títulos para o Botafogo. Algumas ideias que os torcedores deram são excelentes. Outros são sonhos, jogadores que são muito caros. Gastar muito dinheiro em um jogador por causa de glórias passadas quando esse dinheiro pode ser espalhado para contratar três atacantes e dois zagueiros... Você precisa ser racional sobre isso", apontou.

"Vamos aprender muito se esses jogadores tornam ou não nosso time melhor. Nosso elenco acho que é 95% do Brasil. Não pode ser uma potência global do futebol se você acredita que o talento só vem de um país. Esperem que sejamos leais ao jogo do Brasil e que busquemos os melhores do Brasil para jogar no Botafogo. Mas esperem que nós os desafiemos com os jogadores que nós acreditamos que representam o melhor do mundo", completou.

Textor chegou ao Rio de Janeiro na última sexta-feira, e foi celebrado por alguns torcedores que compareceram ao aeroporto. Após a festa, o investidor ressaltou que se emocionou com a recepção que recebeu:

"Se eu soubesse português entenderia até melhor o tamanho da fama que ele ganhou. Ainda não entendi muito bem aquilo tudo. Fiquei muito feliz, não esperava. Nas imagens eu estou com a mão na cabeça, e aquilo é para tentar segurar o choro, porque foi muito emocionante. Não acho que fiz algo para merecer aqui, foi inacreditável. Chorei nas vezes em que revi. Algumas crianças de quatro ou cinco anos querendo chegar perto e me cumprimentar. Foi muito especial".

O empresário revelou ainda que procurava um clube no Brasil, e se mostrou espantado quando ouviu sobre a possibilidade de poder investir no Botafogo, o comparando ao Manchester United, da Inglaterra.

"Não vou dizer aos torcedores que foi minha primeira escolha no Brasil. Achei que ninguém conseguiria comprar um clube tão grande como o Botafogo. Eu estava procurando clubes no Brasil, não por causa de um clube específico. Todo mundo que presta atenção sabe que alguns dos maiores talentos do mundo saem do Brasil", afirmou.

"Quando vim para o Brasil, estava procurando clubes na Primeira Divisão com poucos torcedores, porque eu queria entrar e mudar toda a organização de negócios, a história de más práticas, comercializar de forma mais efetiva, construir novas fontes de receita. Quando eu estava olhando os clubes menores, dois jovens que trabalham comigo mencionaram o Botafogo. Eu falei: "Não, é como comprar o Newcastle ou o Manchester United, ninguém compra o Botafogo". Ninguém deveria ser dono desses clubes. Mas nós compramos. Um dono é a pessoa que toma conta do clube. Até eu morrer e esse clube continuar vivo 100 anos depois", continuou.

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