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De onde vem o dinheiro do São Paulo para investir no mercado

Julio Casares, presidente do São Paulo, e Carlos Belmonte, diretor de futebol - Erico Leonan/São Paulo FC
Julio Casares, presidente do São Paulo, e Carlos Belmonte, diretor de futebol Imagem: Erico Leonan/São Paulo FC

Brunno Carvalho

Do UOL, em São Paulo

28/12/2021 04h00

Enfrentando uma grave crise financeira, o São Paulo tem pouco poder aquisitivo para a janela de transferências. Por causa disso, o clube busca o que considera oportunidades de mercado: jogadores em fim de contrato, trocas ou empréstimos com baixo ou nenhum custo.

Foi dessa maneira que o clube conseguiu os seus primeiros reforços. O goleiro Jandrei tinha contrato com o Santos, mas uma cláusula permitia que ele saísse a partir de 1 de janeiro em caso de proposta. O São Paulo se adiantou e acertou um acordo por duas temporadas com ele. O jogador de 28 anos chega para ser uma opção experiente para a reserva de Tiago Volpi.

O mesmo aconteceu com Rafinha. O contrato dele com o Grêmio se encerrava em 31 de dezembro e não seria renovado. Rapidamente, o São Paulo se acertou com o jogador que deve assumir a titularidade da lateral direita. Ele chega com contrato de um ano, mas podendo ser prorrogado por mais uma temporada.

Os próximos reforços devem seguir essa mesma estratégia. O São Paulo busca um empréstimo sem custos do atacante Wesley, que pertence ao Aston Villa. A ideia do time do Morumbi é que os ingleses arquem com parte do salário do jogador de 25 anos.

Enquanto isso, o time do Morumbi tenta enxugar a folha salarial para ter mais fôlego para trazer novos jogadores. O clube calcula ter economizado R$ 2 milhões, entre salários e direitos de imagem, com os noves atletas que já deixaram o elenco.

Ainda assim, o São Paulo espera contar com pelo menos um reforço com um custo maior para a temporada. O nome da vez é Douglas Costa, de saída do Grêmio. O dinheiro para contratar o atacante viria de uma parceria com um investidor, que ficaria responsável por arcar com a totalidade ou boa parte dos salários do jogador.

O clube conversa com dois potenciais parceiros. Diferentemente do que foi feito com Daniel Alves, o São Paulo não pretende fechar o negócio enquanto não tiver a certeza de que um investidor o ajudará na empreitada.

E os árabes?

Assunto constante entre os torcedores nas redes sociais, um parceiro maior está nos planos do São Paulo. Mas não são "os árabes", como começou a ser especulado depois que o presidente Julio Casares publicou uma foto com um empresário árabe no Morumbi. Em janeiro, o mandatário tem duas viagens marcadas para conversar com potenciais investidores. Nenhum deles, no entanto, está localizado na Ásia.

As tratativas não têm nenhuma relação com o negócio por Douglas Costa. Seriam acordos distintos. Na viagem de janeiro, Casares espera encontrar parceiros de longo prazo para o São Paulo. O investimento chegaria para dar um alívio financeiro às contas do clube, que atualmente tem uma dívida de R$ 675 milhões, e dar fôlego para ter mais poder aquisitivo no futuro no mercado da bola.

Enquanto as parcerias não se concretizam, o São Paulo planeja conseguir R$ 120 milhões em empréstimos bancários em 2022, de acordo com o orçamento aprovado pelo conselho deliberativo. O valor é menor do que foi previsto para 2021: R$ 176 milhões.

Outras receitas viriam de prêmios em competições e vendas de jogadores. O clube tem como meta chegar nas finais do Paulistão e da Copa Sul-Americana, além das quartas de final da Copa do Brasil e terminar entre os seis primeiros do Brasileirão. No mercado, o São Paulo espera arrecadar R$ 142 milhões com a transferência de atletas. Em contrapartida, o esperado para ser gasto com contratações é de R$ 42 milhões.

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