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Reforços no Palmeiras para o Mundial: as prioridades de Abel Ferreira

Abel Ferreira no banco de reservas durante a final da Libertadores - Ettore Chiereguini/AGIF
Abel Ferreira no banco de reservas durante a final da Libertadores Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF

Diego Iwata Lima

Do UOL, em Montevidéu (URU)

29/11/2021 04h00

A presidenta eleita Leila Pereira deixou claro que reforços podem surgir no Palmeiras já para a disputa do Mundial de Clubes, que ocorrerá entre os dias 3 e 12 de fevereiro, nos Emirados Árabes. O campeão da Libertadores descobriu hoje quem vai enfrentar no Mundial — o primeiro adversário sairá do confronto entre Al-Ahly (Egito) e Monterrey (México).

"O torcedor pode esperar um time cada vez mais forte. O torcedor gosta disso aqui [título]. Claro [que vem reforços]. O torcedor pode ter certeza que o que a presidenta puder fazer para o Palmeiras ser cada vez mais vitorioso, ela vai fazer", afirmou ela ao canal Fox Sports, logo depois da conquista do tricampeonato da Libertadores pelo Alviverde.

Abel Ferreira nunca escondeu que não era totalmente satisfeito com seu vencedor elenco, apesar das conquistas. Como na vez em que reclamou após o Palmeiras ser derrotado pelo Bragantino por 4 a 2 pelo Campeonato Brasileiro.

Um ano depois, time tem as mesmas carências

Abel se desdobrou e encontrou soluções dentro do grupo para algumas das lacunas que identificara. Mas não teve atendidos pedidos básicos, e os problemas continuam existindo.

Foi a pedido de Abel que o Palmeiras negociou com Rafael Santos Borré, à época no River Plate (ARG), hoje no Eintraicht Frankfurt (ALE); Ademir, então no América-MG e reforço do Atlético-MG para 2022; e Victor Cuesta, zagueiro canhoto do Internacional.

Técnico pediu um atacante de referência

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Luiz Adriano comemora com Deyverson seu gol pelo Palmeiras contra o Sport no Brasileirão
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Borré era o centroavante de força e mobilidade que Abel desejava para brigar pela posição com Luiz Adriano. Em vez disso, terminou o ano com Rony deslocado no comando do ataque como seu titular e Deyverson como grande herói na conquista da Libertadores.

Isso porque Luiz Adriano sofreu com lesões e despencou de produção ao longo da temporada, além de ter convivido com polêmicas com a torcida. E Abel, que gosta de ter três jogadores de níveis parecidos para a mesma posição, terminou o ano com apenas Deyverson de fato como opção para o setor.

Borja quase foi esse homem. Mas, por determinação da diretoria, o colombiano foi emprestado para contenção de gastos.

Homem "de beirada" de velocidade era desejo do português

Ademir viria para jogar em velocidade pelos lados do campo, cortando para o meio —ou seja, caindo pela direita e cortando para o pé esquerdo —movimento ideal para um time que joga com homens de meio ou lateral que vão ao fundo.

Abel até recebeu um jogador do setor de muita qualidade, é verdade. Mas Dudu trabalha pelo lado inverso, já que é destro e tem predileção pelo lado esquerdo do ataque.

Abel pediu um zagueiro canhoto

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Abel Ferreira e Renan conversam durante treino do Palmeiras
Imagem: Cesar Greco/Palmeiras

Abel só conta com um zagueiro canhoto em seu elenco, e trata-se de um garoto. Renan demonstrou muito potencial e fez boas apresentações, tanto pelo miolo da zaga quanto pela lateral esquerda, na linha de quatro defensores. Mas oscila, como todo jogador jovem.

Cuesta era o homem para o setor, mas o Palmeiras negociou sem chegar a um bom termo com o Internacional. Assim, quando Renan não estava bem na visão do técnico, era preciso improvisar para formar o tripé de defensores que iniciam o jogo no Verdão.

Na final da Libertadores, por exemplo, o escolhido foi Piquerez, com Gustavo Scarpa jogando como ala pela esquerda. Deu certo, é verdade. Mas foi uma contingência.

De onde virá o dinheiro para contratações?

José Roberto Lamacchia, marido da presidenta eleita e co-proprietário da Crefisa, já disse ter se arrependido de emprestar dinheiro ao clube e que não o faria mais.

Aqui cabe uma explicação: Lamacchia se referia ao ato de fazer contratações para além do valor anual de patrocínio da Crefisa ao clube, da ordem de R$ 121 milhões/ano.

Adotado no início da parceria, o expediente em que a empresa financiava a chegada de jogadores em troca de propriedades de marketing foi visto como uma forma de burlar a tributação. E pelo movimento, a empresa foi multada e se tornou credora do Palmeiras nos valores que pagou pelos jogadores.

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