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A. Valentim nega questões pessoais para demissão do Cuiabá: 'Calúnias'

Técnico do Botafogo, Alberto Valentim, durante curso de técnico da CBF em Teresópolis - Bruno Braz/UOL
Técnico do Botafogo, Alberto Valentim, durante curso de técnico da CBF em Teresópolis Imagem: Bruno Braz/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/06/2021 12h42

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Demitido do Cuiabá após a primeira rodada do Campeonato Brasileiro, quando seu time empatou em casa com o Juventude em 2 a 2, Alberto Valentim desmentiu boatos que circularam na internet ligando sua saída do clube a questões pessoais.

De acordo com estas especulações, a demissão de Alberto Valentim estaria ligada a um suposto caso com a esposa do presidente do clube, Alessandro Dresch.

"Tem um lado pessoal que está bem esclarecido. Era 'fake news'. (...) A minha esposa que viu essas calúnias depois do jogo. E tomaram uma proporção muito grande. Falo por mim e pela famíla Dresch, que foi envolvida: Nunca tive contato nem pessoal próximo com essas mulheres citadas. , explicou o treinador em entrevista ao Jogo Aberto, da TV Band, hoje.

"A esposa do Alessandro Dresch, presidente do clube, estava grávida em São Paulo, o filho nasceu esses dias. Ele até se ausentou do clube. Foi uma coisa triste, nojenta, de pessoas que querem o mal das outras. Minha esposa ficou tranquila porque viu que era de uma maldade enorme, que era mentira. Lógico que afeta, a gente fica triste, mas não posso dar muita importância. Tenho uma carreira pela frente", continuou.

Pressão para mudar a escalação

O treinador explicou que passou por uma semana conturbada antes de sua demissão. Segundo ele, havia pressão da direção para que ele fizesse mudanças na equipe - e este foi o motivo de sua demissão.

"Fiquei muito chateado com a demissão. Semana passada foi um pouco conturbada. Guardei para mim até o jogo. Os únicos que sabiam de algumas coisas eram o Fernando Miranda, meu auxiliar, o Warley Costa, o coach que foi comigo para o Cuiabá, e o Jorginho, preparador físico. (Sabiam) de uma pressão que já existia principalmente nos últimos dias para que eu fizesse mudanças na equipe. Mesmo com os números que vocês já sabem, campeão - mesmo sendo favorito", disse.

"Essa pressão, do jeito que foi, totalmente passional… Se você pegar entrevista dele (Cristiano Desch, vice-presidente do Cuiabá) falando que errou ao me contratar - até concordo porque, se ele quer escalar o time, com pressão muito forte sobre o treinador, errou ao me contratar", completou o treinador.

Relação com os jogadores

Alberto Valentim ainda disse que os jogadores gostavam de seu trabalho desde o início e que reconheciam a qualidade dos treinamentos. O treinador também refutou outro boato sobre sua demissão ter sido provocada por desentendimento com o atacante Élton.

"Também foi levantada uma possível discussão com o Élton. Não existiu nenhuma discussão. Pelo contrário, os jogadores tentaram de todas as formas, não me deixaram nem sair do vestiário da Arena Pantanal, ligando para o Cristiano (Dresch), tentando reverter a situação da minha demissão"

"Depois da partida, os jogadores foram pegos de surpresa, ficaram incrédulos com minha demissão. Enfim (...) acho que os jogadores não podem dar entrevistas agora, mas eles são inteligentes para saber se o treinador tem qualidade ou não. E isso eu estou tranquilo em relação a todos os clubes por onde passei. É um trabalho que é feito com muita seriedade, muito empenho. Não pode uma pessoa que nem era tão presente no clube, eu nem o conheci pessoalmente, falar coisas que podem atrapalhar minha carreira"

Relação com dirigentes em outros clubes

O técnico argumentou que em toda sua carreira como treinador sempre esteve disposto a ouvir a opinião de dirigentes, mas que quase sempre teve liberdade para tomar suas próprias decisões - o que só não aconteceu no Pyramids FC (EGI), onde Valentim disse que o dono do clube egípcio também tentava interferir em suas escalações.

"Passei por Athletico Paranaense, Red Bull Brasil, Palmeiras, Vasco e Botafogo. Tive uma experiência parecida no Pyramids, em que o sheik queria que eu fizesse alterações da cabeça dele e pedia no intervalo. Trabalhei com Alexandre Mattos, conversávamos muito. Sou muito aberto, sempre dei liberdade para os dirigentes. Trabalhei com o Anderson Barros, Thiago Scuro, Antônio Lopes, Petraglia. Sempre dei liberdade para que eles colocassem suas opiniões, ouvia, mas argumentava também e a decisão final sempre foi minha", concluiu Alberto Valentim.

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