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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Mauro: Inter está passando por profunda transformação, terá altos e baixos

Do UOL, em São Paulo

06/05/2021 15h35

Classificação e Jogos

O Internacional conseguiu sua segunda vitória na Libertadores após a estreia com derrota para o Always Ready e, assim como já havia feito com o Deportivo Táchira, o time treinado por Miguel Ángel Ramírez goleou o Olimpia por 6 a 1, placar mais elástico na edição atual da competição, com direito a gol de cobertura marcado por Thiago Galhardo e de bicicleta, por Caio Vidal.

No UOL News Esporte, com Domitila Becker, Mauro Cezar Pereira analisa a vitória do Internacional, o início de trabalho de Ramírez no comando técnico e a necessidade de paciência do torcedor na avaliação pelas oscilações, já que o treinador está mudando a forma de jogar em relação ao trabalho anterior, conduzido por Abel Braga até o final do Brasileirão 2020.

"O Internacional fez dez gols em dois jogos em casa pela Libertadores. É verdade que o Táchira, que foi goleado por 4 a 0 não é uma equipe tão forte, mas o Olimpia, embora também viva uma crise, é um time tradicional, campeão da Libertadores e que eliminou há 32 anos o Internacional em casa, em uma das mais dramáticas desclassificações do Inter na história da Libertadores, em 1989, o Abel Braga era o técnico, inclusive. Meteu 6 a 1 com muita autoridade", diz Mauro.

"O time do Miguel Ángel Ramírez ataca, ataca e ataca, o jogo contra o Táchira estava 3 a 0, teve o Palacios expulso e mesmo com um homem a menos ele mudou o ataque e fez o quarto gol. Ontem, 11 contra 11, não parou de produzir jogadas ofensivas, acho que é o Inter passando por uma profunda transformação, vai ter altos e baixos, normal que seja assim", completa.

Mauro cita a reação de parte dos torcedores colorados depois da derrota para o Always Ready, jogando na altitude de La Paz, para destacar a necessidade de paciência com um trabalho que ainda está no início, mas que pode dar resultados no longo prazo.

"Havia gente pedindo quase que a troca do técnico 52 dias após ele assumir porque ele tinha perdido o jogo na altitude para o Always Ready, um time fraco, é verdade, modesto, mas aconteceu e isso não é motivo para demitir o técnico. A reação veio rápida, eu acho que o torcedor do Inter tem que ficar esperançoso, mas ao mesmo tempo entender que esse é um trabalho de médio e longo prazo, mas é uma reação muito bacana de um time que joga muito diferente do time vice-campeão brasileiro em pouco tempo", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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