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Como a mudança do Palmeiras no mercado da bola afastou Hulk e Diego Costa

Diego Costa deixou o Atlético de Madri e ainda não acertou com um novo clube - REUTERS/Stringer
Diego Costa deixou o Atlético de Madri e ainda não acertou com um novo clube Imagem: REUTERS/Stringer

Thiago Ferri

Do UOL, em São Paulo

13/02/2021 04h00

O Palmeiras sondou recentemente Hulk e Diego Costa, mas não levou adiante as conversas por entender que os dois consagrados atacantes não se encaixam na nova postura do clube no mercado da bola. Antes um dos principais compradores do futebol brasileiro, o Verdão agora adota uma estratégia mais sustentável, com buscas pontuais.

Os torcedores quando leem que o clube considera os dois acima do seu limite financeiro, respondem que o Palmeiras já buscou atletas caros e sem grande desempenho, como Ramires, que já saiu, e Lucas Lima. Diego Costa, nesta visão, é considerado uma aposta mais segura. A avaliação interna, porém, é justamente que a forma de atuar no mercado não é mais a mesma.

Desde o início de 2020, o Palmeiras defende o uso das categorias de base e um elenco que não seja tão caro, como aquele de 2019, que terminou a temporada sem títulos. A filosofia tornou-se ainda mais necessária devido ao impacto da pandemia do novo coronavírus — o Palmeiras deve fechar a temporada de 2020 com quase R$ 190 milhões de déficit. Os investimentos são pontuais, e, antes de fazê-los, o clube mapeia o mercado.

Foi assim com Hulk, depois de o atacante anunciar sua saída do Shanghai SIPG (CHN). Torcedor do clube e já com conversas entre seu estafe e o Palmeiras por um longo tempo, ele não chegou a receber uma proposta oficial, pois não se enquadrava na nova mentalidade financeira do Verdão. O atacante de 34 anos acabou acertando com o Atlético-MG.

Diego Costa também está livre no mercado da bola, já que deixou o Atlético de Madri (ESP) no fim de 2020. Com a maioria das janelas de transferências da Europa fechadas, o atacante de 32 anos tem opções restritas.

No Brasil, o Palmeiras, também sua equipe de infância, foi uma das que entrou em contato, mas novamente não oficializou propostas, pelos valores que o estafe do jogador deseja.

A janela de transferências do futebol internacional reabre em 1º de março no Brasil, e o Palmeiras irá ao mercado, mas apenas nos moldes atuais: contratações pontuais, que não tirem espaço das categorias de base e não comprometam o caixa. Diego Costa, neste momento, não se encaixa neste modelo.

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