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Sai zagueiro, entra atacante? Diniz repete trocas no São Paulo até na crise

Vitor Bueno gesticula durante a goleada sofrida contra o Inter. É o reserva mais chamado por Diniz - Marcello Zambrana/AGIF
Vitor Bueno gesticula durante a goleada sofrida contra o Inter. É o reserva mais chamado por Diniz Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Yago Rudá

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/01/2021 17h10

Classificação e Jogos

O São Paulo está em crise. Ainda não venceu em 2021, perdeu a liderança do Campeonato Brasileiro e a torcida pede a demissão do técnico Fernando Diniz. Parte da crítica em cima do trabalho do treinador está no esquema de jogo e também de uma suposta falta de alternativas táticas da equipe. De fato, o comandante tricolor não costuma fazer grandes mudanças nos jogos e vem repetindo padrões nas substituições.

O UOL Esporte levantou todas as alterações realizadas por Fernando Diniz ao longo das 31 partidas do São Paulo no Brasileirão. Na maioria dos casos, o treinador optou em mudar peças com características similares de jogo. Em 24 oportunidades —a maior incidência entre as trocas—, o comandante do Tricolor tirou um meio-campista para colocar outro meia. É o caso das oito vezes em que Igor Gomes foi substituído por Vitor Bueno.

Na sequência da lista (23 repetições), Diniz tem o hábito de tirar um atacante para colocar um outro dianteiro. A troca mais comum é a saída de Brenner ou Luciano —os dois titulares que ganharam a posição durante o campeonato— para a entrada de Pablo. A comissão técnica apenas não fez alterações no ataque em cinco rodadas do Campeonato Brasileiro.

Por fim, em terceiro lugar na lista, aparece a troca de um meio-campista por um atacante em 18 ações do treinador. Na prática, embora quase sempre faça as cinco substituições a que tem direito, Diniz apresenta a tendência de mexer nas mesmas peças. São os casos de Vitor Bueno (18), Hernanes (13) e Pablo (13) - os que mais entram no decorrer das partidas —e também de Igor Gomes (18), Gabriel Sara (17) e Luciano (14)— os que mais são substituídos.

Ousadia ou desespero?

Por conta dos padrões apresentados, há a cobrança por novas alternativas táticas para a equipe. Desde a eliminação para o Grêmio na Copa do Brasil, em dezembro, com o São Paulo dezembro, enfrentando dificuldades para criar, Diniz tem apostado em trocas ousadas —sacando um zagueiro para a entrada de um atacante ou de um meia-atacante. Isso vem acontecendo com frequência acelerada neste período de queda brusca de rendimento.

Para se ter uma ideia, em 31 rodadas pelo Brasileirão, o técnico optou por uma troca de um defensor por um jogador ofensivo em oito oportunidades. Pois quatro delas foram realizadas nos últimos quatro jogos. Sem contar que, nos confrontos com o Grêmio pela semifinal da Copa do Brasil, ele executou esse movimento mais três vezes, o que mostra uma tendência.

Pelo Brasileirão, em 2021, ele fez as seguintes trocas:

Jogo: Red Bull Bragantino 4 x 2 São Paulo
Substituição: sai Igor Vinícius, entra Paulinho Boia (intervalo)

Jogo: São Paulo 0 x 1 Santos
Substituição: sai Léo, entra Vitor Bueno (12min do 2º tempo)

Jogo: Athletico-PR 1 x 1 São Paulo
Substituição: sai Bruno Alves, entra Vitor Bueno (intervalo)

Jogo: São Paulo 1 x 5 Internacional
Substituição: sai Léo, entra Vitor Bueno (intervalo)

A tática, no entanto, não vem dando resultado. Somente na partida contra o Athletico-PR em que o time conseguiu recuperar ao menos um ponto a partir do momento em que um dos jogadores da linha defensiva foi substituído. Contra o Internacional, o time não conseguiu demonstrar força alguma no segundo tempo, terminando goleado, para completar cinco jornadas sem vitória.

Restam sete rodadas para o fim do Brasileirão e o São Paulo tem a missão de resgatar a confiança e voltar a vencer. Amanhã (23), às 19h, o Tricolor recebe o Coritiba, no Morumbi, em busca da reabilitação nesta reta pelo título. Para esta partida, o técnico Fernando Diniz terá o retorno do zagueiro Arboleda, que cumpriu suspensão contra o Inter.

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