PUBLICIDADE
Topo

Botafogo

Diretoria do Botafogo visa permanência de Barroca, mas encontra resistência

Eduardo Barroca durante treino do Botafogo no Nilton Santos - Vítor Silva/Botafogo
Eduardo Barroca durante treino do Botafogo no Nilton Santos Imagem: Vítor Silva/Botafogo

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

13/01/2021 04h00

Paralelamente à briga pela permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, a diretoria do Botafogo começa, aos poucos, a planejar a próxima temporada e demonstra intenção na permanência do técnico Eduardo Barroca, mas a pauta ainda encontra obstáculos.

Durcesio Mello, novo presidente do Alvinegro, já fez elogios ao treinador, apontou gostar do trabalho, e indicou que pensa em contar com ele por mais tempo. A ideia, porém, ainda depende de alguns pontos para que possa avançar.

O próprio Barroca busca ter um alinhamento mais próximo com o projeto que se desenha para o futuro e conversa com a cúpula. Internamente, há um entendimento de que houve uma mudança de postura do grupo após a chegada do comandante e que a ausência de respostas positivas em campo também teve influência do cenário em que a equipe esteve envolvida, pressionada por estar penúltima colocação no Nacional.

Em parte da torcida, porém, o nome encontra grande oposição. Os alvinegros já se manifestaram de forma contrária à permanência e fazem pedidos por mudanças mais drásticas no departamento de futebol tão logo a temporada 2020 termine, em fevereiro.

Barroca é o quinto treinador do Glorioso na temporada — foi contratado após Alberto Valentim, Paulo Autuori, Bruno Lazaroni e Ramón Díaz — e chegou com a missão de salvar a equipe do rebaixamento, mas, até aqui, não conseguiu fazer o time engrenar. Em cinco partidas em que esteve à beira do gramado, obteve apenas uma vitória, contra o Coritiba, e quatro derrotas.

Na penúltima colocação, com 23 pontos. O Botafogo, inclusive, tem atualmente 98.5% de probabilidade de queda à Série B, segundo dados da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A nova diretoria, por sua vez, adota uma transição cautelosa e mudanças no futebol só devem acontecer após o Brasileirão. Diante de uma crise financeira, há o entendimento que alterações devem ser feitas de forma a não se tornarem um "passo em falso" futuramente.

Botafogo