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Como Kaio Jorge se tornou indispensável a ponto de Santos "vetar" seleção

Kaio Jorge tenta se livrar da marcação durante Santos x LDU, em jogo da Libertadores 2020 - Nelson Almeida - Pool/Getty Images
Kaio Jorge tenta se livrar da marcação durante Santos x LDU, em jogo da Libertadores 2020 Imagem: Nelson Almeida - Pool/Getty Images

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

07/12/2020 04h00

O Santos tenta impedir a apresentação do atacante Kaio Jorge na seleção brasileira sub-20. Se for liberado, o santista terá que se apresentar hoje (7) para disputar um torneio quadrangular na Granja Comary, no Rio de Janeiro, com Chile, Bolívia e Peru.

O técnico Cuca foi enfático a dizer que Kaio Jorge não pode servir a seleção agora e pediu sensibilidade à CBF, já que o Santos terá jogo decisivo contra o Grêmio pelas quartas de final da Copa Libertadores da América, nesta quarta-feira (9), às 19h15 (de Brasília), na Arena Grêmio, em Porto Alegre. "O Kaio Jorge não pode ir para a seleção, pronto", disparou Cuca.

Cuca não aceita liberar Kaio Jorge a seleção de André Jardine pois considera o camisa 9 um jogador indispensável taticamente. Apesar de atuar com a camisa de um centroavante, o Menino da Vila faz diversas funções em campo e, inclusive, já foi escalado em diversas posições com o treinador.

Kaio Jorge se destaca por conta de sua técnica e inteligência em campo. Ele faz muitas vezes a função de "falso 9", mas também aparece como segundo atacante e até meia de criação centralizado. O "prata da casa", inclusive, já foi escalado por Cuca para atuar com um típico camisa 10.

Aliás, a escalação como meia, atuando atrás do centroavante, não é nenhuma novidade para o camisa 9.

"Passei no teste no Santos como meia, camisa 10. Ao longo do tempo fui para o ataque. Sou centroavante há três anos", disse Kaio Jorge em entrevista à Santos TV neste ano.

Cuca gosta bastante de Kaio Jorge pois o atacante sabe segurar a bola e distribuir bem o jogo. Com o treinador, o jogador ainda evoluiu atuando sem a bola e ajudando na marcação.

No clássico contra o Palmeiras, por exemplo, no último sábado, na Vila, o camisa 9 puxou a marcação para fora da área e depois correu em profundidade para receber o passe de Marinho antes de cruzar com perfeição para Diego Pituca abrir o placar na entrada da pequena área.

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