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Com problemas, Santos usa experiência para vencer onde Fla e SPFC caíram

Jogadores do Santos celebram gol anotado contra a LDU, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores - Conmebol
Jogadores do Santos celebram gol anotado contra a LDU, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores Imagem: Conmebol

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

25/11/2020 04h00

A LDU não traz boas recordações ao torcedor do São Paulo. O mesmo vale para os flamenguistas em relação ao estádio Rodrigo Paz Delgado. O Santos, porém, enfrentou os dois fantasmas dos coirmãos brasileiros e sobreviveu para contar a história. Mais que isso: venceu os equatorianos e levou a vantagem para a Vila Belmiro, onde decidirá a vaga às quartas de final da Copa Libertadores, na próxima terça-feira (1).

Cheio de problemas e desfalcado pela Covid-19, o Peixe colocou em campo o que tinha de mais de mais experiente no elenco, dentro de suas possibilidades, e venceu o adversário, que recentemente amassou o rival paulista na fase de grupos da Libertadores dentro do estádio, a mais de 2,8 mil metros de altitude. No mesmo local, o Flamengo sofreu a histórica goleada para o Independiente Del Valle (EQU) por 5 a 0.

Sem toda a comissão técnica — Cuca, Cuquinha, Eudes Pedro e até Omar Feitosa — diagnosticados com Covid-19, o Alvinegro praiano foi comandado mais uma vez pelo auxiliar Marcelo Fernandes, que retornou ao clube há pouco mais de um mês para a função.

Fernandes optou pela volta de Alison ao time titular, após dois meses fora, na vaga do jovem e elogiado Vinicius Balieiro — que fez sua estreia profissional na vitória sobre o Internacional e foi novamente titular na derrota para o Athletico-PR. Também colocou Jean Mota no lugar de Ivonei, outro titular nas últimas duas partidas.

O lateral direito Pará, um dos mais experientes do grupo, seguiu como titular na ausência de Madson, que ainda testa positivo para Covid-19 e não pôde viajar. O camisa 4 foi um dos melhores em campo e deu assistência para Soteldo abrir o placar. No miolo de zaga, sem Luan Peres (outro com coronavírus), Fernandes optou por Luiz Felipe pelo lado esquerdo, apesar da preferência de Cuca por um defensor canhoto, como o jovem Alex que vinha ganhando espaço.

Além dos efetivos desfalques por Covid-19, o Santos teve entre os titulares quatro jogadores que retornaram entre quinta e sexta-feira aos treinos, depois de dez dias parados em isolamento devido ao teste positivo para o coronavírus: Lucas Veríssimo, Alison, Diego Pituca e Jean Mota. Com exceção de Jean, os outros três foram poupados e não ficaram nem no banco de reservas contra o Athletico.

Do elenco à disposição, o auxiliar escalou os mais experientes de cada posição. Mesmo assim, diante de um elenco jovem como um todo, a média de idade do Santos na partida foi de 25 anos.

O Peixe volta a campo neste sábado (28), às 17h, para enfrentar o Sport, na Vila Belmiro, pela 23ª rodada do Brasileirão. O clube pode mais uma vez escalar uma equipe mista pensando no duelo de volta contra a LDU, na próxima terça-feira, também em casa.

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