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Sem resultado, pressão sobre Autuori aumenta e Botafogo avalia demissão

Paulo Autuori, técnico do Botafogo, durante partida contra o Santos no Nilton Santos - Thiago Ribeiro/AGIF
Paulo Autuori, técnico do Botafogo, durante partida contra o Santos no Nilton Santos Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Alexandre Araújo e Bernardo Gentile

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

01/10/2020 01h36

A derrota para o Bahia afundou o Botafogo no Campeonato Brasileiro e fez com que a pressão aumentasse ainda mais sobre a diretoria, o técnico Paulo Autuori e elenco. A cúpula alvinegra, por sua vez, faz avaliações internas e, em um primeiro momento, uma mudança no comando do time não está descartada.

Ainda na noite desta quarta-feira, momentos depois do resultado negativo frente ao Tricolor baiano, torcedores fizeram um protesto na porta do Nilton Santos, local do jogo, e um dos pedidos era pela saída do treinador.

Internamente, a diretoria debate o tema. Havia, anteriormente, o entendimento que, apesar dos resultados, o time jogava bem. Porém, desde o jogo contra o Atlético-GO, houve uma queda no nível de atuação. A duas partidas com desempenho bem abaixo do esperado e a decepcionante derrota para o Bahia, jogo que tinha a menos e poderia colocar o Alvinegro no meio da tabela, influenciam.

Autuori é apontado como homem de confiança de alguns membros da cúpula, mas a ausência de resultados positivos pesa neste momento. O último triunfo foi contra o Vasco, pela Copa do Brasil, no dia 17 do mês passado. No Brasileiro, por exemplo, foi sobre o Atlético-MG, no dia 19 de agosto.

Coloca-se à mesa também a atual situação financeira e o poder de ir ao mercado. A situação dos cofres, inclusive, é que o faz o clube caminhar com o projeto de S/A e um possível rebaixamento ser ainda mais temido.

Questionado se sente-se confortável em permanecer no cargo, Autuori afirmou positivamente. Ele nunca escondeu que não gostaria mais de ser treinador no Brasil, mas que aceitou o convite do Botafogo por gratidão ao clube.

"Eu me sinto confortável em qualquer lugar, em qualquer circunstância, em qualquer momento e diante de qualquer pessoa. Não tem momento favorável ou desfavorável. Sempre me sinto confortável porque estou de bem com a vida. Se eu estivesse no cargo de gestor também estaria incomodado com o rendimento da equipe hoje. Não vejo dificuldade nisso. O Botafogo não precisa se preocupar com isso", disse

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