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Diniz sente peso de remontagem do time, e SPFC não "decola" após parada

Fernando Diniz comanda o São Paulo - DOUG PATRÍCIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Fernando Diniz comanda o São Paulo Imagem: DOUG PATRÍCIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

18/09/2020 04h00

Classificação e Jogos

O São Paulo poderia decolar na Copa Libertadores. No entanto, ontem (17), no Morumbi, o time empatou por 2 a 2 com o River Plate, e viu a sua situação ficar mais complicada na competição. Agora, a equipe ocupa a terceira colocação do Grupo D e volta a jogar na próxima terça-feira (22), no Equador, contra a líder LDU. Para o técnico Fernando Diniz, o Tricolor paulista pode ainda não ter embalado por causa das mudanças.

Em comparação com a escalação do primeiro duelo com a LDU, em março, quando ganhou por 3 a 0, apenas cinco jogadores titulares foram mantidos — Tiago Volpi, Reinaldo, Tchê Tchê, Igor Gomes e Vítor Bueno. Por outro lado, vale destacar que o River Plate, adversário de ontem, não disputava uma partida oficial desde março, justamente quando o torneio continental foi interrompido por causa da pandemia do novo coronavírus.

"Acho que a gente tem de acreditar mais no nosso potencial. Temos um elenco jovem e com bons jogadores, mas praticamente remontamos o time depois da pandemia. Isso é algo que pesa", disse o treinador.

No setor defensivo, para dar mais qualidade na saída de bola, o treinador trocou a dupla de zaga: Bruno Alves e Arboleda deram lugar para Diego Costa e Léo Pelé. Já Juanfran, que não teve boas apresentações nas últimas partidas, foi substituído por Igor Vinicius.

No meio de campo, Gabriel Sara e Hernanes ganharam uma oportunidade, Daniel Alves sofreu uma lesão no antebraço direito e precisou ser operado. No ataque, que antes tinha três jogadores, só Vítor Bueno foi mantido. Antony se transferiu para o Ajax-HOL e Alexandre Pato rescindiu o seu contrato. Ontem, contra o River, somente dois jogadores atuaram mais à frente, sendo Pablo o escolhido para jogar com Vítor Bueno.

Um ponto que serviu de marco para o São Paulo promover as mudanças foi a eliminação no Campeonato Paulista, em derrota para o Mirassol, em pleno Morumbi. O time do interior havia sofrido 18 mudanças no elenco antes do jogo com o Tricolor. Diniz resolveu então fazer as alterações. Além disso, ele e a diretoria perceberam que alguns atletas, como Everton (envolvido em troca com o Grêmio por Luciano), Anderson Martins e Pato, estavam dispostos a procurar outros caminhos.

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