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Jogadores contaminados são nova controvérsia do Boca em Libertadores

Leonel Vangioni, do River, cobre o rosto após ser atingido por gás no confronto entre Boca e River na Libertadores - EFE/Iván Fernández
Leonel Vangioni, do River, cobre o rosto após ser atingido por gás no confronto entre Boca e River na Libertadores Imagem: EFE/Iván Fernández

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

15/09/2020 13h00

Classificação e Jogos

A Copa Libertadores vai recomeçar nesta terça-feira (15) e o Boca Juniors já se envolveu em uma polêmica. A equipe argentina tem jogadores diagnosticados com o novo coronavírus na delegação que vai ao Paraguai para enfrentar o Libertad. Essa é só mais uma das controvérsias do clube Azul y Oro na competição continental.

O Libertad emitiu um comunicado hoje repudiando a Conmebol, que permitiu ao Boca viajar ao país com jogadores que foram recentemente contaminados pela covid-19. Os dois clubes têm jogo marcado para esta quinta-feira (17), válido pelo grupo H do torneio.

No texto, a diretoria do Libertad se mostrou indignada com a decisão e afirmou que não vai se "relutar a jogar", mas que pretende entrar com medidas judiciais em relação às "exceções inadmissíveis que ponham em perigo a saúde dos seus jogadores e outras pessoas envolvidas.

Confira outras polêmicas do Boca na Libertadores

Libertadores de 2018

A final da Libertadores de 2018, entre Boca Juniors e River Plate, foi o episódio mais recheado de bagunças. O primeiro confronto já precisou ser adiado por conta de uma tempestade que caiu em Buenos Aires. Já a partida final teve grande confusão na chegada da delegação do Boca ao Monumental de Núñez, porque torcedores do River atacaram o veículo.

Pablo Perez, capitão do Boca Juniors na época, teve a córnea lesionada com estilhaços de vidro. Além disso, alguns jogadores sentiram efeito do gás de pimenta. A final foi transferida para o dia seguinte. Apesar disso, o Boca pediu a suspensão da final porque considerou que os seus atletas não estavam na mesma condição do rival.

A Conmebol decidiu realizar a final fora da Argentina, mas o Boca ficou relutante. Mesmo assim, a decisão foi na Espanha e o River sagrou-se campeão.

E não foi só isso. Antes de chegar na grande decisão, o Boca já tinha se envolvido em outras polêmicas no mesmo ano. No jogo de ida das quartas de final, entre o clube argentino e Cruzeiro, em La Bombonera, Dedé acertou uma cabeçada no rosto do goleiro Andrada quando o jogo estava 1 a 0 para os donos da casa. O lance foi revisado pelo VAR e o árbitro Eber Aquino mostrou o cartão vermelho para o zagueiro brasileiro injustamente.

Nas oitavas, mais uma controvérsia. E essa foi justamente contra o Libertad-PAR, atual adversário do Boca. Há dois anos, Ramón Ábila entrou em campo contra o time paraguaio, mas não poderia, porque ainda estava cumprindo suspensão após um soco no zagueiro Yerry Mina na Copa Sul-Americana de 2015.

Gás de pimenta em 2015

River Plate e Boca Juniors se enfrentaram nas oitavas de final de 2015. No intervalo do confronto de volta, em La Bombonera, torcedores do Boca se infiltraram na área das delegações e dispararam spray de pimenta no túnel de acesso do River ao campo. Os atletas começaram a passar mal e ficaram com manchas vermelhas pelo corpo.

O jogo foi suspenso e, dos dias seguintes, a Conmebol decidiu eliminar o Boca Juniors da Libertadores daquele ano.

Arbitragem polêmica contra o Corinthians em 2013

Em 2013, Corinthians e Boca Juniors se enfrentaram nas oitavas de final da Libertadores. O confronto de volta, após vitória dos argentinos na ida, foi no Pacaembu e adivinhe? Mais uma polêmica. Desta vez, o problema foi com a arbitragem. O clube brasileiro teve dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados e foi eliminado após um empate por 1 a 1.

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