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Honda admite ansiedade por jogo com torcida e se declara ao Botafogo

Apresentação de Honda levou muitos torcedores do Botafogo ao Nilton Santos - Vítor Silva/Botafogo
Apresentação de Honda levou muitos torcedores do Botafogo ao Nilton Santos Imagem: Vítor Silva/Botafogo

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

07/08/2020 12h25

O meia japonês Honda, que chegou ao Botafogo em fevereiro, como grande contratação para a temporada, ainda não teve oportunidade de atuar diante da torcida alvinegra por conta da pandemia de coronavírus. Em entrevista à Botafogo TV, o jogador lembrou a calorosa recepção que recebeu e admite que está ansioso para jogar com público no estádio.

"O dia da minha chegada foi incrível. Infelizmente, ainda não jogamos com a torcida. Isso é muito ruim. Eu sinto falta deles, porque, como disse antes, o motivo de eu ter vindo para o Brasil foi porque muitos torcedores estavam animados. Estou aqui há seis meses e estou animado para jogar para todos os torcedores. Estou esperando por isso", disse.

O camisa 4 estreou com a camisa do Glorioso contra o Bangu, pelo Campeonato Carioca, última rodada antes da paralisação das competições por conta do surto de contágio de Covid-19. Como medida preventiva, esta rodada já não teve a presença de torcedores.

Honda também falou sobre a forma que foi acolhido pelo elenco, ressaltou que o entendimento com os companheiros está melhorando e se declarou para o clube de General Severiano.

"Eu não sei falar português, mas os jogadores são muito acolhedores comigo, foram muito amáveis quando cheguei aqui. Então, estamos tendo uma boa comunicação. Estou muito confortável, sou grato a eles. Eu penso que precisamos de um tempo para nos entendermos, mas isso tem melhorado. Estou muito feliz de estar aqui, com todos os jogadores, torcedores. É o meu... Como posso dizer? Talvez, é um momento para lembrar por toda a minha vida. Então, não quero perder tempo, quero continuar fazendo o meu melhor. Não só no jogo, mas também nos treinamentos. Realmente, aprecio as pessoas envolvidas com o Botafogo. É um clube bem legal, um clube família. Eu, realmente, o amo", afirmou.

Veja outros tópicos da entrevista

Capitão do Botafogo

"Estou orgulhoso desse clube e orgulhoso de mim mesmo de ser capitão de um dos maiores e mais tradicionais clubes do Brasil. Especialmente, por ser estrangeiro, não sei falar português... Estou me sentindo muito respeitável. Estou feliz por ser capitão aqui. Mas, por outro lado, tenho de descobrir como ajudar o time como capitão, porque não falo português. Mas posso ajudar com conduta e algumas poucas palavras. Sempre procuro as melhores palavras para o time. No campo, Caio e outros jovens jogadores não deveriam pensar muito no jogo coletivo. Pela qualidade deles e características, precisam jogar soltos quando conseguem a bola. E, sabe, eu deveria ver a ação deles primeiro, e eu quero ajustar o que é melhor para o time. É por isso que, até agora, eu estou mais balanceado com o Caio. Porque, pela qualidade e estilo dele, ele deveria jogar mais livre. Mas isso acho que é a maneira dele jogar e eu tenho atuado bem com o Caio até agora, e acredito que podemos melhorar. Eu espero que possamos jogar melhor e sermos jogadores melhores que no ano passado"

Jovens jogadores, como Benevenuto e Caio Alexandre

"Eles são melhores um para o outro, estão sempre juntos. Eu gosto de vê-los. Também, talvez, por isso eles se entendam e parece que se confiam. Isso é muito importante para o time. Especialmente quando nós estivermos lutando como um time. Precisamos de uma mentalidade forte e temos de confiar um no outro. Isso ainda não aconteceu, mas irá acontecer. Então, esses colegas de time sempre estão com o Caio. Às vezes, ao brincar com eles, eu falo umas palavras meio feias, porque eles são homens que estão sempre juntos (risos). Acho que você consegue adivinhar o que falei para eles, mas eles sempre tentam falar comigo. Isso também é muito útil. O Nazário também tenta, o Gatito, alguns jogadores. Nós não conversamos em inglês, mas o futebol só precisa de uma língua. Nós estamos conseguindo nos entender aos poucos em campo, isso é o que eu sinto"

Futebol brasileiro

"Eu ainda não sei tudo sobre o Campeonato Brasileiro. Todos me disseram que o calendário brasileiro é muito difícil de se ajustar, pois é um país grande, com diferentes temperaturas, e um tempo muito curto. Então, Paulo [Autuori] me disse: "Eu acho que nós precisamos de mais do que 11 jogadores porque, do contrário, não conseguiremos jogar bem durante toda a temporada", porque essas condições são bem difíceis. Eu estou aprendendo sobre o futebol brasileiro, porque o Brasil é o melhor do mundo. E vi grandes jogadores que encontrei jogando no Milan [Itália], CSKA [Rússia], e outros times, contando também os que enfrentei. Eu gostei de aprender e quero... Você perguntou o que eu posso contribuir com o futebol brasileiro, mas eu penso em como adquirir experiência com o futebol brasileiro. Então, estou faminto em aprender e quero me aperfeiçoar"

Como acha que pode contribuir para o Botafogo

"Eu acho que o melhor que eu posso contribuir para o Botafogo é, eu acho, a minha experiência. Eu acho que alguém que tem boa técnica e bom físico... O futebol deveria ser mais organizado. Ninguém consegue vencer sozinho. Nós temos de saber como ganhar o jogo como um time, não sozinhos. É importante sabermos o que devemos entender, o que vamos fazer. Qual é a nossa estratégia? Qual é o nosso objetivo? Podemos perder para um time forte, mas não quero perder para um... Não quero dizer time fraco, mas um time mais fraco que nós. Então, isso quer dizer que eu tenho de falar com os outros jogadores que não entendem esse método, o que eu penso e o que o Paulo [Autuori] pensa. Essa é a minha tarefa e nós temos de jogar constantemente com a mesma qualidade em toda temporada. Assim eu acho que posso ajudar o time"

Pandemia de coronavírus

"Eu tenho pensado em muitas coisas durante essa pandemia porque não acho que alguém esperava que isso fosse acontecer. E tivemos tempo suficiente para pensar o que é nossa vida. Porque a maioria dos governos proibiu as pessoas de andar. Não podiam mais. Tiveram de ficar em casa. E, em alguns países, as pessoas ainda ficaram em casa, mas, por outro lado, tiveram de trabalhar para ter dinheiro para sobreviver. Então, você vê, ninguém quer perder a vida por causa desse vírus louco, mas, ao mesmo tempo, tem de ganhar dinheiro. Devem trabalhar pensando em suas famílias. Essa é uma situação muito incomum que acontece para todas as pessoas. E também pensei o que é a minha vida. Ela é... Tudo tem prós e contras. Nunca pensei nisso antes, então, devesse pensar sobre isso positivamente. Mas estou triste, sabe? Muitas pessoas morreram por causa dessa doença, e ainda continua, e ninguém consegue encontrar a melhor solução no momento. Esse é o problema. Nós temos de ser pacientes para enfrentar o coronavírus por um bom tempo. Não acho que vamos resolver esse problema agora. Temos de ser pacientes".

Projetos relacionados à educação

"Essa é uma pergunta complicada porque minhas atividades educacionais vêm das experiências que adquiri na África do Sul e em outros lugares que visitei. Mas eu penso que o que eu aprendi, o que penso sobre educação, é tentar se comunicar com os jogadores mais jovens. Porque eu gosto de falar com os jogadores, eu gosto de educar os jogadores mais jovens e as crianças. O bonito da educação é que, uma vez que você ganha uma habilidade, ou um conhecimento, você nunca perde durante a vida. As coisas que você aprende, sempre o ajudam. É bem útil. Mas, claro, o dinheiro, ou qualquer outro bem material, você irá perdê-los caso aja errado. É sempre um perde e ganha. Mas as habilidades, conhecimento e competências, você nunca perde. É por isso que a educação é tão bonita e eu quero que todos tenham uma educação de alta qualidade. Não importa onde você nasceu, quanto dinheiro você tem, toda criança deveria ter uma educação de qualidade. Por isso me preocupo com educação"

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