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Após ausência, Fluminense reafirmará posição contra volta do futebol no Rio

Presidente do Fluminense disse ser contrário ao retorno - Lucas Mercon / Fluminense
Presidente do Fluminense disse ser contrário ao retorno Imagem: Lucas Mercon / Fluminense

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/06/2020 04h00

Clube com as posições mais firmes contra o retorno das atividades do futebol, o Fluminense participará hoje (6) do Conselho Arbitral que reúne os clubes da Série A o Campeonato Carioca. Na pauta do encontro, as agremiações irão deliberar sobre os protocolos acerca dos jogos restantes. O Tricolor será representado pelo diretor Marcelo Penha, mas não cederá um milímetro.

Ao UOL Esporte, o presidente Mario Bittencourt antecipou que os tricolores seguirão contrários ao prosseguimento da competição no atual estágio da Covid-19. O Botafogo também caminha nesta direção, mas Flamengo e Vasco querem acelerar a volta. O elenco segue com as atividades suspensas até o dia 10 de junho.

"O Fluminense estará representado e manterá sua posição contrária ao retorno da competição até que a pandemia seja controlada no Rio de Janeiro. Não mudaremos nossa posição. Entendemos que o momento não é para se falar em retorno do futebol, numa cidade que, neste momento, detém recordes negativos na pandemia", disse Bittencourt.

Na última quarta (3), o Flu não participou do debate final para a elaboração do protocolo "Jogo Seguro". A ausência aumentou as tensões e culminou até com a saída de Bittencourt de um grupo de WhatsApp que reúne os dirigentes. Ele alegou atitudes hostis por defender a manutenção da paralisação.

"No Rio Grande do Sul, onde a taxa de mortes é dez vezes menor, a previsão conservadora para o retorno é em 15 de julho e, ainda assim, desde que a pandemia esteja controlada", acrescentou.

Ainda que não haja uma posição unânime, fato é que a bola está mais perto de voltar a rolar. O prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) já admitiu jogos sem público a partir da segunda quinzena deste mês e acenou com partidas com um terço da plateia em julho.

"Não há motivo que justifique voltar ao futebol no Rio de Janeiro antes dessa data", encerrou o presidente.

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