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Rodriguinho diz que Cruzeiro desandou depois de matéria do Fantástico

Rodriguinho comemora após marcar pelo Cruzeiro contra o Deportivo Lara - Thomás Santos/AGIF
Rodriguinho comemora após marcar pelo Cruzeiro contra o Deportivo Lara Imagem: Thomás Santos/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/06/2020 20h28

Integrante do elenco do Cruzeiro que foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2019, Rodriguinho declarou que a decadência do time na temporada teve início com a matéria veiculada pelo Fantástico, da TV Globo, no fim de maio. A reportagem citava uma dívida de quase R$ 500 milhões e investigações policiais envolvendo o clube.

"Eu vi a 'bomba' toda pelo Fantástico. A partir dali é que as coisas ficaram bem claras para gente: o clube estava devastado. Só que era uma maquiagem muito boa para todo mundo, ninguém percebia. Até então estava tudo organizado, tudo certo, bonitinho. A gente não estava tendo nenhum problema. A partir do dia (em que a matéria) saiu no Fantástico é que começou a desandar", disse em participação no Resenha ESPN, que vai ao ar hoje, às 22h.

Rodriguinho afirmou que, a partir deste momento, os problemas só aumentaram, com conflitos atingindo todos os níveis da equipe: jogadores, comissão técnica e diretoria.

"E a fase ruim é como uma bola de neve, só vai piorando. Um te dá uma rasteira, você está no chão, vem outro e chuta, e só vai piorando. Foi se desenhando um cenário caótico. E aquilo ali se refletiu dentro de campo. E muito forte, porque estava todo mundo abalado com as coisas que estavam acontecendo. Daqui a pouco começou a ter problema de treinador, problema de jogador com jogador, problema de jogador com treinador. Virou uma bagunça. Jogador não aceitava ficar no banco, jogava colete e saía do treino, não ia para a viagem. Virou terra de ninguém! E isso foi cada vez piorando mais", continuou.

Na opinião de Rodriguinho, a diretoria é a maior responsável pelo ambiente ruim criado dentro do clube. Diante de um cenário completamente desfavorável, o meia afirmou que a falta de resultados foi apenas uma consequência natural.

"Esse ambiente ruim veio a partir da diretoria. O Mano saiu antes de explodir toda a 'bomba'. Ele já tinha três anos de clube, já estava há muito tempo com os caras. Ele ficou desgastado e saiu. Mas sem problema nenhum, saiu numa boa, cabeça erguida, falou com todo mundo. Quando chegou o Rogério Ceni, ele teve um grande problema com vários atletas que estavam lá. Começou a piorar a situação. Mais essa coisa da diretoria, salário começou a atrasar, funcionário começou a reclamar, jogador começou a reclamar de treinador e diretoria. Aí não tem jeito: não ganhava porque não tinha que ganhar. Esse é o futebol. Se não fizer tudo certinho, a bola não vai entrar, você não vai acertar, e assim as coisas acontecem", completou.

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