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Efetivado, volante do Vasco demonstra gratidão a Abel: 'Serei sempre grato'

Volante Juninho, de 19 anos, foi promovido ao profissional pelo técnico Abel Braga - Carlos Gregório Júnior / Vasco
Volante Juninho, de 19 anos, foi promovido ao profissional pelo técnico Abel Braga Imagem: Carlos Gregório Júnior / Vasco

Alexandre Araújo e Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

09/04/2020 04h00

Principal destaque do Vasco na Copa São Paulo de Futebol Júnior deste ano, o volante Juninho, de 19 anos, foi efetivado ao profissional logo após a competição. Já com 11 partidas somadas, o jovem demonstrou felicidade com o momento vivido.

"Vem sendo para mim uma grande experiência poder estar colhendo os frutos de um trabalho que vem desde os 6 anos de idade. Estou feliz e quero dar o meu melhor sempre pelo Vasco", disse.

Juninho também fez questão de se mostrar grato com o técnico Abel Braga, responsável por "pinçá-lo" antes de deixar o clube, no mês passado:

"Minha experiência com o treinador Abel Braga foi muito boa e só tenho a agradecê-lo por te me promovido ao profissional, ter me dado oportunidade de jogar, por acreditar em mim e no meu potencial. Espero que ele consiga ter uma boa sequência na carreira dele e que Deus o abençoe sempre. Serei sempre grato a ele".

Crise atrapalha vendas do pai

A crise econômica que vem a reboque da pandemia do coronavírus tem no comércio um dos setores mais afetados, seja ele formal ou informal. O cenário preocupante não é diferente na família do volante Juninho, do Vasco, de apenas 19 anos. Alexandre, pai do jovem, possui uma barraca de balas e doces na zona oeste do Rio de Janeiro.

Por muito tempo, o estabelecimento situado em Vargem Grande (RJ) foi o principal sustento para a casa, e mesmo com a efetivação do jogador ao profissional a crise ainda é sentida.

"Está muito difícil. Eles em alguns momentos passam dificuldades e é complicado. Tento ajudar da maneira que eu posso. Eles são guerreiros e vamos todos juntos superar isso", declarou

Homenagens ao irmão com deficiência visual

Outra fonte de motivação para Juninho na família é seu irmão caçula Matheus, de sete anos, que contraiu um câncer com apenas 1 ano e perdeu a visão esquerda. Na base, quando o volante fazia gols, costumava comemorá-los tapando um dos olhos em homenagem a ele.

"Todas as vezes que faço um gol, coloco a mão no olho para homenageá-lo e espero que ele fique feliz. Ele é a minha inspiração que vem de dentro. Espero jogar por ele e pela minha família para dar um bom futuro para eles", disse ao canal SporTV, em janeiro, quando ainda disputava a Copinha.

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