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Para Gustavo Borges, medalhas olímpicas podem maquiar falta de estrutura

Gustavo Borges - Reprodução/Esporte(ponto final)
Gustavo Borges Imagem: Reprodução/Esporte(ponto final)

Colaboração para o UOL, em São Paulo

25/01/2020 23h26

O ex-nadador Gustavo Borges afirmou que as conquistas recentes do Brasil nos esportes olímpicos não necessariamente é uma prova que o país está em evolução. Em sua avaliação, a medalhas olímpicas podem, por vezes, maquiar a falta de estrutura do esporte.

"O que define se a participação em uma Olimpíada é boa ou não para os brasileiros são as medalhas. Ao mesmo tempo, as medalhas podem maquiar uma estrutura não tão boa. Em 2016, por exemplo, o Brasil teve um desempenho ótimo na natação, uma grande evolução, com recordes brasileiros, sul-americanos, muitas finais, mas não teve medalha. Por outro lado, em 1996, foram três medalhas e um quarto lugar, mas com poucos atletas demonstrando evolução", declarou Borges em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN, exibido hoje.

O entrevistado contou que não sofreu no processo de aposentadoria. Gustavo Borges, que abandonou as piscinas profissionalmente em 2004, disse que esperava parar antes.

"Parar, em si, foi tranquilo. Só o dia de parar foi duro. Eu estava muito preparado. Minha geração parava com 23, 24 anos e ia trabalhar. Era um esporte amador. A profissionalização foi durante a minha geração, então eu parei depois do que esperava. Minha preparação nos quatro últimos anos foi muito difícil, mesmo assim. Eu precisava treinar de uma forma diferente. O dia foi duro, porque nós (o time de revezamento) acreditávamos que estaríamos na final, e não fomos. [...] O dia foi duro, eu chorei depois na entrevista coletiva, mas eu estava preparado para parar", afirmou..

Gustavo Borges representou o Brasil em quatro edições dos Jogos Olímpicos (Barcelona - 1992, Atlanta - 1996, Sidney - 2000, e Atenas - 2004), e conquistou quatro medalhas, sendo duas de prata e duas de bronze.

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