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Celso vê injustiça de Mario e não sabe se volta ao futebol do Flu em 2020

Celso Barros concede entrevista coletiva no CT do Fluminense - FOTO DE LUCAS MERÇON/ FLUMINENSE FC
Celso Barros concede entrevista coletiva no CT do Fluminense Imagem: FOTO DE LUCAS MERÇON/ FLUMINENSE FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

22/11/2019 15h43

Após ser afastado do futebol do Fluminense pelo presidente Mario Bittencourt, o vice-presidente geral do Tricolor Celso Barros conversou com a imprensa nesta sexta-feira (23). O dirigente se viu injustiçado e não sabe se volta ao departamento em 2020. Em coletiva, o mandatário afirmou que conversaria com ele ao fim do Campeonato Brasileiro.

"Não vou deixar a vice-presidência, quero deixar claro. Vou me manter vice-geral, no futebol, essa tal conversa de fim de ano, estou refletindo muito, talvez nem precise. Nesse modelo, não me interessa. Eu não pude fazer nada. Ele vai dizer que trouxe Lucão, Orinho... todos no clube sabem como foi feito, e ele participou, como presidente, dono da caneta, claro, para dizer que me deu autonomia. Mas não havia. Eu disse que estava me sentindo injustiçado", declarou.

O vice-geral também negou ter pedido a saída do técnico Marcão, o que segundo o presidente, seria um dos motivos das divergências entre os dois. Celso também declarou que não opinou sobre sua efetivação no cargo.

"Não pedi a saída do Marcão em momento algum. Quando eu disse na publicação que mudanças nem são ruins, até pelo Marcão: saímos do Oswaldo para ele e melhorou. Ele tem um aproveitamento bom. De repente com ele estaríamos livres hoje, se projetássemos os números, provavelmente estaríamos. Mas no futebol não tem provável, é dinâmico, a vida é assim, cheia de altos e baixos. Eu também não opinei nem que sim nem que não sobre sua efetivação. E o presidente disse que chancelei", afirmou.

Em outro momento, Celso Barros chamou de "indelicadeza" a atitude do clube em negar enviar os ingressos de cortesia que costumava receber, bem como a "proibição" de frequentar ambientes do clube. Eleito para o cargo de vice, o dirigente possui total ingerência para circular, por exemplo, no Maracanã, onde tem credencial de livre acesso.

"Começa a questão de atrapalhar o vestiário e nem os e-tickets são expedidos para mim. Eu tinha direito de ir ao clube se quisesse pela minha parte ou pela credencial. É uma indelicadeza na minha opinião. Além da ligação ao futebol, do compromisso político, tinha também a intenção de exercer a vice do futebol. Por mim pode me proibir, não que ele possa me tirar do clube, do CT, mas não faço questão de ir a vestiário. Meu prazer não é esse, é ver o Fluminense vencer, como venceu na minha passagem. Desde que a Unimed saiu, o clube fica sempre na segunda página", opinou.

O dirigente lembrou que, independentemente do resultado final de 2019, o saldo não será positivo. Mas disse que todos, sem exceção, são culpados, incluindo a si mesmo e ao ex-presidente Pedro Abad.

"Não vai cair. A culpa de ficar em 15º ou 16º será de todos. Do Abad, Mario, eu, de todos nós. Todos serão culpados. Não ficará bonito para ninguém. Se o presidente quiser colocar a fantasia de super-homem por fazer o mínimo de um time grande, tudo bem. Foi uma campanha (eleitoral) bonita, uma vitória linda e queria reafirmar minha tristeza de estar nessa situação, como tricolor. O Fluminense não merece isso", disse.

Celso Barros revelou certa mágoa com a forma que foi tratado em alguns momentos. Para ele, a comunicação entre os setores do clube era o maior problema. O vice disse que a ideia do novo sócio-futebol, alardeado por Mario Bittencourt, por exemplo, é de sua autoria.

"Primeiro modelo de relação entre presidente e o vice. Entendo a questão da hieraquia. Ideia do sócio foi minha, fora do Rio. Economia está fraca. Quem vai colocar dinheiro no futebol? Esse modelo de patrocínio é muito difícil. Por isso eu disse em um evento: se tivermos 100 mil sócios pagando 30 reais, teremos R$ 3 milhões por mês. É mais do que qualquer empresa vai pagar. Agora ele diz que a ideia é dele", declarou.

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