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Rodrigo Mattos

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Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Como disputa por Libertadores indica que futuro é de streaming ou TV pagos

Libertadores tem disputa acirrada por direitos pagos - Divulgação
Libertadores tem disputa acirrada por direitos pagos Imagem: Divulgação
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

29/04/2022 04h00

Sem vencedores definidos, a concorrência pelos direitos de TV da Libertadores já tem um indicativo de que o futuro das competições caminha para Tvs ou streaming pagos. A TV Aberta deve se consolidar como auxiliar para transmitir alguns jogos e dar visibilidade. Mas as maiores receitas e o volume de jogos serão disputados por grupos internacionais para explorar pacotes fechados.

Para a Libertadores, houve propostas de pelo menos cinco veículos para transmissão dos dois pacotes fechados. ESPN, Paramount (ViacomCBS), Amazon, WarnerMedia e SporTV apresentaram propostas. Os três primeiros continuam na disputa.

O modelo desenhado pela Conmebol e pela FC Diez, agência da Libertadores, divide todas as partidas da competição dentro desses modelos pagos. São 155 jogos no total, contando todas as fases.

Além disso, há um pacote de TV Aberta em disputa entre Globo e SBT. E há outra oferta de highlights da Libertadores. O mesmo modelo é usado na Sul-Americana.

Pois bem, há informações de que as ofertas pelos pacotes fechados são bem maiores. Não foi possível descobrir valores já que os envelopes são fechados. Mas agentes do mercado de direitos já precificaram essa disputa bem mais no alto do que as de TV Aberta.

Primeiro, há maior concorrência. Segundo, a disputa envolve grupos com caixa maior para investimento e valores em dólares. Terceira, há uma guerra por conteúdo para streaming pagos de olho no bolso do consumidor em que os direitos esportivos viraram peças-chave.

A ESPN tem seus canais na TV Fechada e o StarPlus que já transmite a Libertadores. A Amazon começou a apostar em direitos esportivos com uma parceria com a Globo na Copa do Brasil - paga por um pacote de jogos. A Paramaount tem seu canal de streaming e pretende turbina-lo em 2023 com itens que incluem a Libertadores como atrativo. A WarnerMedia também tem o HBO Max, onde passa jogos da Champions. A própria Globo tem o Globoplay.

Enquanto isso, só veículos nacionais disputam a TV Aberta, já que há restrições da legislação para grupos estrangeiros. Além disso, o máximo é de dois jogos por rodada. Nessa análise, a Conmebol e FC Diez podem também considerar a exposição do torneio.

Em comparação, na concorrência de 2019 da Libertadores, a Globo pagou valores superiores pela TV Aberta em relação ao pacote do SporTV. No total, foram US$ 65 milhões no contrato posteriormente rescindido. A Fox Sports, depois comprada pela ESPN, pagou US$ 50 milhões pelo seu pacote premium de Fechada.

A tendência é de que, ao final da concorrência atual, os valores de pacotes fechados sejam bem superiores aos de Aberta. Lembremos que, no exterior, já há prevalência dos modelos fechados em relação aos abertos. Até porque a publicidade da TV Aberta migrou em parte para gigantes da internet, como Google e Facebook.