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Rodrigo Mattos

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mattos: Trava de Abel no Galo leva até Rever a virar centroavante

O técnico Abel Ferreira (Palmeiras) durante o jogo de volta contra o Atlético-MG pela semifinal da Libertadores, no Mineirão - Cesar Greco
O técnico Abel Ferreira (Palmeiras) durante o jogo de volta contra o Atlético-MG pela semifinal da Libertadores, no Mineirão Imagem: Cesar Greco
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

29/09/2021 03h59

A ideia de Abel Ferreira para a semifinal da Libertadores era clara: travar o Atlético-MG em um momento superior. Igualou o confronto a ponto de gerar duas partidas equilibradas. A vaga acabou decidida no detalhe, em um pênalti perdido, em uma falha de zagueiro, em um gol perdido.

Ressalte-se que o Palmeiras, no segundo jogo, teve uma atuação superior a do primeiro jogo. Em casa, o time praticamente se limitou a defender. Fora, fechou-se, mas tinha a transição e velocidade que criava chances de gol.

Até por esta postura o jogo subia de temperatura quando o Galo avançava seu time para atacar. Foi assim nos inícios dos dois tempos. Foi assim que gerou três chances claras de gol, duas com Vargas e uma com Nacho.

Do outro lado, a armação de Abel tinha três zagueiros para descer sua linha, mas também para sair rápido pelos lados. E, nesta partida, a saída funcionava. O Galo recorria as falas, mas não impedia as chegadas em velocidade.

Rony teve três oportunidades para marcar em esticões, um dele um belo lançamento de Weverton, em noite inspiradíssima. Ironicamente, foi quando Rony saiu e deu lugar para Verón que saiu o gol: o atacante entrou e deu o passe para o carrinho de Dudu.

Uma análise posterior ao jogo pode exaltar Abel por colocar um jogador que gera o gol. Mas, naquele momento, a substituição parecia equivocada. Pois, com desvantagem, seria preciso mais atacar mais. O técnico palmeirense insistiu em sua convicção.

Com o empate, o Galo precisava mostrar que saberia atacar um time bem fechado. Já teve dificuldades anteriores nestas ocasiões e faltaram variações, Hulk continuava travado, Savarino não achou espaços no canto.

Do lado palmeirense, Abel armou uma linha até de seis em sua defesa. Naquele momento, fazia todo o sentido.

O que não fazia sentido era um time como o Galo, com investimento de R$ 300 milhões, chegar ao final do jogo com Rever escalado no ataque para tentar fazer o gol pelo alto.