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Rodrigo Mattos

Diretoria discorda de Ceni, vê Flamengo com desempenho ruim e debate falhas

Rogério Ceni, técnico do Flamengo, reencontra o Fortaleza, seu ex-clube, em partida no Castelão  - Alexandre Vidal/ Flamengo
Rogério Ceni, técnico do Flamengo, reencontra o Fortaleza, seu ex-clube, em partida no Castelão Imagem: Alexandre Vidal/ Flamengo
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

08/01/2021 04h00

A diretoria do Flamengo tem uma avaliação totalmente oposta à do técnico Rogerio Ceni sobre a derrota no clássico contra o Fluminense. O treinador viu uma equipe rubro-negra dominante que perdeu por falhas, os dirigentes estão insatisfeitos com o rendimento do time apesar de bastante tempo para treinar. Há discussões internas sobre onde estão as falhas do time.

Ao final do jogo, Rogério elencou números para defender seu trabalho: posse de bola 75% e quase 20 conclusões. Para ele, o time mostrou repertório ofensivo e só não venceu por erros grotescos, referência à falha em bola parada e em atrasada de Filipe Luís.

Não é a mesma visão difundida nos grupos de mensagens de dirigentes da cúpula rubro-negra. Houve irritação e revolta generalizada depois da derrota, que não foi considerada casual. O desempenho do time também desagradou, à parte do resultado.

Essa insatisfação, no entanto, ainda não resulta em um diagnóstico fechado sobre o que esteja impedindo o time de evoluir. Há um debate interno para identificar os pontos frágeis da equipe.

Entre as constatações preliminares, aponta-se que Rogério tem tido bastante tempo para treinar, com semanas livres, e mesmo assim o Flamengo não evolui em campo. Há críticas, sim, a jogadores como Filipe Luís e Everton Ribeiro. Mas o treinador é apontado como responsável por não substituir quem está mal, nem achar posições e esquemas corretos para encaixar os jogadores.

Embora exista a insatisfação, a maioria dos dirigentes acredita que não faria sentido uma troca de treinador neste momento. Faltam 11 rodadas e dois meses para o final do Brasileiro e da temporada, com pouca possibilidade de intervenção de um treinador novo.

Ao contrário de Domènec, Rogério foi uma unanimidade no Flamengo, visto como escolha certa por todos. Por isso, há uma frustração generalizada com o que ele produziu até agora. Se não houver uma mudança no rumo atual do time, é difícil vê-lo emplacar a próxima temporada.

Rodrigo Mattos