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Rafael Reis

REPORTAGEM

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Como Edu encheu Arsenal de brasileiros e gastou R$ 535 mi com compatriotas

Edu Gaspar ocupa desde 2019 o posto de diretor-técnico do Arsenal - David Price/Arsenal FC
Edu Gaspar ocupa desde 2019 o posto de diretor-técnico do Arsenal Imagem: David Price/Arsenal FC
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

29/06/2022 04h20

Desde que assumiu o cargo de diretor técnico do Arsenal, o ex-volante Edu Gaspar transformou o clube em uma espécie de "puxadinho" brasileiro em Londres.

A contratação do atacante Gabriel Jesus, que deve ser oficializada nos próximos dias, será a sexta de um representante do futebol pentacampeão mundial realizada pelo ex-coordenador de seleções da CBF desde 2019, quando chegou ao Emirates Stadium.

Ao longo desses três anos de gestão de Edu, nenhum outro país emplacou tantas caras novas no elenco do Arsenal quanto a terra de Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho.

Já considerando os 52,2 milhões de euros (R$ 286 milhões) que serão pagos ao Manchester City por Jesus, o ex-volante revelado pelo Corinthians gastou 97,5 milhões de euros (R$ 535 milhões) para encher seu time de compatriotas.

Parte desse dinheiro foi realmente bem investido. O zagueiro Gabriel Magalhães e o atacante Gabriel Martinelli estão entre os melhores reforços que pintaram no norte de Londres nas últimas temporadas.

Mas Edu também errou feio na ânsia de dar espaço aos colegas brasileiros, especialmente os mais conhecidos. O zagueiro David Luiz teve uma passagem esquecível pelo clube, enquanto o meia-atacante Willian passou mais tempo no banco de reservas do que em campo.

Nesta temporada, além de Jesus, o Arsenal já contratou mais um brasileiro, o meia-atacante Marquinhos, jovem revelação do São Paulo que custou apenas 3,5 milhões de euros (R$ 19,2 milhões).

E Edu ainda não se deu por satisfeito. O meia-atacante Raphinha (Leeds United) e o atacante Richarlison (Everton) também estão na lista de desejos do dirigente para esta janela de transferências.

No caso do primeiro, que também interessa ao Barcelona, o Arsenal até parecia ser o favorito para vencer a corrida pelo reforço. No entanto, o Chelsea resolveu entrar na jogada nos últimos dias e pode desembolsar até 65 milhões de euros (R$ 360,3 milhões) para ficar com o jogador.

Já a situação de Richarlison era sabidamente mais complicada porque o atacante tem outras opções que julga mais apropriadas para o próximo passo da sua carreira (Chelsea e Tottenham). O negócio pode chegar a 60 milhões de euros (R$ 328,2 milhões).

Quinto colocado no último Campeonato Inglês, o Arsenal não conseguiu se classificar para a Liga dos Campeões e terá de disputar a Liga Europa em 2022/23. Os Gunners abrem oficialmente a próxima temporada no dia 5 de agosto, contra o Crystal Palace.

Antes, disputarão cinco amistosos preparatórios. O primeiro será contra o Nuremberg, da Alemanha. Depois, enfrenta Everton, Orlando City, Chelsea e Sevilla.

Reforços brasileiros do Arsenal na "era Edu Gaspar"

Gabriel Jesus (Manchester City, 2022): 52,2 milhões de euros
Gabriel Magalhães (Lille, 2020): 26 milhões de euros
David Luiz (Chelsea, 2019): 8,7 milhões de euros
Gabriel Martinelli (Ituano, 2019): 7,1 milhões de euros
Marquinhos (São Paulo, 2022): 3,5 milhões de euros
Willian (Chelsea, 2020): sem custo