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Rafael Reis

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Louco por refrigerante, Messi peitou Guardiola para tomar Coca no vestiário

Lionel Messi é apaixonado por refrigerante, mas tem controlado consumo - REUTERS
Lionel Messi é apaixonado por refrigerante, mas tem controlado consumo Imagem: REUTERS
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

13/01/2022 04h00

Um dos maiores ícones da história do futebol mundial, Lionel Messi carrega duas grandes famas ao longo da carreira. A primeira é de ser dos jogadores mais talentosos que já apareceram. E a segunda é de ser um bom moço, daqueles que raramente se metem em polêmicas ou confusões.

Só que o adversário de Robert Lewandowski (Bayern de Munique) e Mohamed Salah (Liverpool) no "The Best", prêmio de melhor jogador do mundo organizado pela Fifa, nem sempre é tão bonzinho assim e já andou aprontando das suas.

E uma dessas histórias que mancham um pouco a reputação do camisa 30 do Paris Saint-Germain envolve um hábito alimentar nada saudável: sua paixão por refrigerantes, em especial, por Coca-Cola.

Lá na temporada 2008/09, a primeira da vitoriosa parceria entre Messi e Pep Guardiola no Barcelona, o argentino ficou indignado com a decisão do treinador de proibi-lo de tomar refrigerante no vestiário em uma preleção pré-jogo.

A reação do craque não foi com palavras, mas sim com um gesto na linha do "olha quem manda aqui".

Messi simplesmente ignorou a ordem do seu comandante. Em frente ao técnico e a seus companheiros de elenco do Barça, simplesmente pegou uma latinha de Coca, abriu e mandou para dentro.

O caso foi contado ao público em 2013 pelo técnico sueco Hans Backe, que tomou conhecimento dele durante o período em que dirigiu o New York Red Bulls, onde dirigiu Rafa Márquez e Thierry Henry, ex-companheiros do astro no clube catalão.

A história nunca foi confirmada por Messi ou Guardiola, que acabaram se tornando grandes amigos durante os quatro anos em que trabalharam juntos. No entanto, o próprio argentino já admitiu que é louco por refrigerante desde a adolescente e que tinha o hábito de beber uma "coquinha" antes das partidas.

Em 2018, o craque afirmou que costumava vomitar em campo (e também nos vestiários) por causa de sua alimentação desregrada. E elegeu refrigerantes, chocolates e alfajores como vilões do seu problema gástrico.

Nos últimos anos, no entanto, o colecionador de prêmios passou a ser acompanhado mais de perto por uma equipe de nutricionistas e tem adotado uma alimentação mais saudável.

Não se sabe se ele abandonou totalmente a Coca-Cola (bebida que não faz parte da dieta de Cristiano Ronaldo, por exemplo, como ele deixou bem claro durante a última Eurocopa), mas certamente houve uma redução drástica no seu consumo.

Messi é simplesmente o jogador mais premiado da história das eleições de melhor do mundo organizadas pela Fifa. O astro argentino já levou o troféu para casa em seis oportunidades e conquistou pelo menos um lugarzinho no pódio em 14 das últimas 15 temporadas -foi quinto colocado em 2018.

Perto do craque do PSG, os outros finalistas do ainda estão engatinhando. Lewandowski, o atual campeão do prêmio, só venceu a disputa uma única vez. Já Salah nunca foi além do terceiro lugar obtido em 2018.

Os ganhadores do "The Best-2021" serão conhecidos na próxima segunda-feira (17 de janeiro). A cerimônia será realizada em Zurique, na Suíça, cidade onde fica a sede da Fifa. Mas, assim como no ano passado, não contará com a presença de público em virtude da pandemia da covid-19.