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Rafael Reis

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Messi reduz salário em mais de 40% e se equipara a Neymar para jogar no PSG

Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

11/08/2021 04h00

Lionel Messi pagou o preço de ficar sem contrato justamente em um momento em que o futebol internacional ainda tenta se recuperar dos graves efeitos econômicos do furacão provocado pela pandemia da covid-19.

Para encontrar um novo time para continuar jogando em alto rendimento e assinar com o Paris Saint-Germain, o astro argentino precisou reduzir consideravelmente o valor do seu salário.

De acordo com diferentes fontes da imprensa europeia, o seis vezes eleito melhor jogador de futebol do planeta irá receber algo entre 35 e 40 milhões de euros (até R$ 246,1 milhões) por temporada em seu novo clube.

Na melhor das hipóteses, isso significa uma queda de 44% em relação ao que ele ganhava no Barcelona. Em seu último ano na Catalunha, o então camisa 10 faturou 71 milhões de euros (R$ 436,5 milhões) apenas de salário.

Só que o argentino lucrava bem mais que isso no seu antigo clube. De acordo com o jornal "El Mundo", entre rendimentos fixos, bônus por metas atingidas e luvas por assinatura de contrato, ele recebeu 555 milhões de euros (R$ 3,4 bilhões) do Barça ao longo dos últimos quatro anos.

Para continuar no clube em que se profissionalizou e passou as primeiras 17 temporadas de sua carreira, Messi chegou a aceitar reduzir seu salário em 50%. A diretoria culé gostou da proposta do jogador, mas a política de Fair Play Financeiro do futebol espanhol vetou o acordo.

Impossibilitado de seguir no Barcelona, Messi acabou dizendo sim para a oferta que tinha em mãos.

Mas, apesar de pertencer ao governo do Qatar e, por isso, ter uma fonte quase que inesgotável de dinheiro, o PSG também não poderia pagar a Messi o mesmo que ele recebia antes devido às regras (um pouco mais flexíveis, é verdade) da versão europeia do sistema que visa evitar que os clubes gastem mais do que arrecadam.

Na França, o argentino terá um patamar financeiro bem semelhante ao de Neymar. O brasileiro, que acabou de renovar contrato até 2025, recebe algo em torno de 37 milhões de euros (R$ 226,7 milhões) por ano.

Kylian Mbappé, o terceiro elemento do novo trio de ataque mais badalado do planeta, ainda recebe consideravelmente menos que a dupla: 25 milhões de euros (R$ 153 milhões) a cada 12 meses.

O atacante francês está no último ano do seu vínculo com o PSG, tem tudo para se transferir para o Real Madrid ao término da temporada e aí sim se transformar no jogador mais bem pago do planeta.

Superado pelo Lille no Campeonato Francês e derrotado nas semifinais da Liga dos Campeões na temporada passada, o PSG mergulhou com força nesta janela de transferências para montar um time capaz de ganhar tudo nesta temporada.

Além de Messi, também desembarcam em Paris o goleiro italiano Gianluigi Donnarumma (Milan), o veterano zagueiro espanhol Sergio Ramos (Real Madrid), o lateral direito marroquino Achraf Hakimi (Inter de Milão) e o meia holandês Georginio Wijnaldum (Liverpool).

A equipe dirigida pelo argentino Mauricio Pochettino estreou na Ligue 1 no último sábado (7). Mesmo ainda com vários desfalques (Marquinhos e Neymar, por exemplo, não jogaram), derrotou o recém-promovido Troyes por 2 a 1.

O próximo compromisso do PSG será neste sábado (14), contra o Strasbourg, em casa. Ainda não há previsão de quando Messi poderá ser utilizado. No entanto, o argentino será presença certa no Parc des Princes.