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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

O que é pior, torrar o que tem ou reforçar o time com dinheiro que não tem?

Domènec Torrent: 1º demitido com Landim - GettyImages
Domènec Torrent: 1º demitido com Landim Imagem: GettyImages
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Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

24/06/2022 20h16

O Flamengo mandou embora três dos cinco técnicos que teve com Rodolfo Landim na presidência: Domènec Torrent, Rogério Ceni e Paulo Sousa. Abel Braga se demitiu e Renato Gaúcho não teve o contrato renovado.

Aos demitidos o clube pagou R$ 22 milhões, um óbvio absurdo. Mas seria esse o caso mais grave no futebol brasileiro, desperdiçar dinheiro da agremiação por equívocos contratando e dispensando?

Sem fair play financeiro, o futebol brasileiro é uma farra. Há quem forme times vencedores por meio de mecenatos, mesmo com dívidas bilionárias. Outros contratam, não pagam, fazem acordo e passarão anos quitando dívida com jogador que volta à Europa.

Há ainda aqueles que devem mais e mais. E seguem se reforçando como se não houvesse amanhã. Uma espécie de doping financeiro, afinal, quem cumpre os compromissos não age dessa maneira e acaba escalando times mais fracos.

Se um clube forma elenco caro e contrai dívidas sobre as já existentes, a conta chegará e lá na frente o problema será maior. Mas a taça ficará na sala de troféus, ganha com uma equipe que naquele momento a agremiação não poderia ter.

E não poderia ter porque não tinha dinheiro para pagar. E não tinha dinheiro para pagar porque já o desperdiçou no passado, a ponto de mergulhar em um mar de endividamentos. Absurdo, não?

Que bom seria se mais pessoas se indignassem com os que gastam o que não têm como elas ficam indignadas com quem desperdiça o que tem.

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