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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Copinha também é escola de antijogo e "futebol de resultados"

Mirassol bateu o Atlético na segunda fase - Marcos Freitas/Ag. Mirassol FC
Mirassol bateu o Atlético na segunda fase Imagem: Marcos Freitas/Ag. Mirassol FC
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Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

17/01/2022 04h00

Sendo uma competição de base, de jovens atletas, comandados por treinadores em busca de espaço e reconhecimento, a Copa São Paulo de Juniores poderia, aliás, deveria, se caracterizar pelo empenho de todos no sentido de jogar futebol da melhor maneira possível. Mas não são poucas as vezes nas quais o que se vê são alunos do que existe de pior.

Além dos chutões, jogadas rústicas, de times que não conseguem sair jogando de forma organizada, há a indefectível cera. E não é pouca cera. O time que abre o placar não se inibe minimamente ao simular lesões, atrasar a reposição de bola, retardar o andamento da partida. Tudo na expectativa de manter o placar como está naquele momento. Como fazem os profissionais!

A ambição por mais um gol inúmeras vezes passa longe, até mesmo quando se observa que o time em questão tem condições para tanto. E se isso ocorre com certa frequência, obviamente os treinadores têm as digitais nesse tipo de "tática". Ou estamos diante de grupos de jovens rebeldes que ignoram as instruções dos nobres "professores"?

É compreensível quando essa artimanha ocorre em parte final da partida e uma equipe mais fraca, modesta até, tenta sustentar o placar para manter vivo o sonho da classificação. Mas esse comportamento não se restringe aos conjuntos mais pobres, financeira e tecnicamente. No futebol brasileiro, nota-se, o antijogo se aprende desde cedo. "Mestres" não faltam.

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