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Mauro Cezar Pereira

A festa de gols perdidos na vitória que levou Flamengo de Ceni à liderança

Bruno Henrique, do Flamengo, celebra gol que abriu o placar na vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, no Maracanã - Alexandre Vidal / Flamengo
Bruno Henrique, do Flamengo, celebra gol que abriu o placar na vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, no Maracanã Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

21/11/2020 21h12

Foram 23 finalizações, 12 no primeiro tempo, ao todo 13 grandes oportunidades, um par de arremates nas traves do Coritiba e uma vitória do Flamengo por 3 a 1 com tento sofrido pelo campeão brasileiro no último lance do jogo. De qualquer forma, a melhor atuação rubro-negra sob o comando de Rogério Ceni em sua quarta partida, momentaneamente na liderança da Série A.

Intenso, rápido, pressionando e buscando a finalização rapidamente, um time bem mais competitivo do que o visto uma semana anos no 1 a 1 com o Atlético Goianiense. "Vamos repetir o que se fazia em 2019, Everton Ribeiro de um lado, Arrascaeta do outro e dois velocistas na frente", anunciou o treinador antes de rolar a bola.

Vitinho e Bruno Henrique formaram a dupla de atacantes, um time sem centroavante, mas que nem por isso deixou de ter chances. E perdê-las. Algumas incríveis em ótima atuação do uruguaio, especialmente no primeiro tempo. Por sinal, com ele recuperando ritmo fica cada vez mais nítido como ele faz falta à equipe.

O técnico Rogério Ceni no duelo entre Flamengo e Coritiba, no Maracanã - Alexandre Vidal / Flamengo - Alexandre Vidal / Flamengo
O técnico Rogério Ceni no duelo entre Flamengo e Coritiba, no Maracanã
Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo

O Coritiba era corajoso, atacava, sim, não atuava fechado, esperando, como se poderia imaginar quando o técnico Rodrigo Santana confirmou linha de cinco defensores no Coxa. Tanto que o time paranaense finalizou quatro vezes no primeiro tempo e rondou a área do Flamengo, mais organizado defensivamente desta vez.

O gol de Renê, ja na etapa final, permitiu a Ceni fazer alterações no atacado para poupar importantes atletas pensando no duelo contra o Racing, terça-feira, na Argentina, pela Libertadores. Mas além das chances perdidas, o sistema defensivo tinha que fazer das suas. Assim, Matheus, filho de Bebeto, descontou no último lance.

O Coritiba pode cair de 18º para a penúltima posição se o Botafogo pontuar contra o Fortaleza, neste domingo, em partida que acontecerá no Rio de Janeiro. E o momento derradeiro do cotejo funcionou como um alerta a Rogério. Algo como "pode ser animar com a vitória, foi a melhor atuação sob seu comando, mas você ainda terá muito, muito trabalho".

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL