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Mauro Cezar Pereira

Flamengo supera outra etapa da maratona, finalizando e sofrendo como nunca

Pedro exibe número da camisa após marcar para o Flamengo contra o Goiás: oito gols nos seus sete últimos jogos - Jorge Rodrigues/AGIF
Pedro exibe número da camisa após marcar para o Flamengo contra o Goiás: oito gols nos seus sete últimos jogos Imagem: Jorge Rodrigues/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

13/10/2020 22h47

Foi a segunda partida da série de quatro em oito dias, dentro de um pacote formado por 10 jogos a serem disputados em quatro exatas semanas, por três diferentes competições. O Flamengo finalizou como nunca no Campeonato Brasileiro: 31 vezes, 12 na direção certa, 22 de dentro da área, sendo seis de Pedro, quatro delas no alvo, duas as da vitória por 2 a 1 sobre o Goiás. O resultado levou o campeão nacional e sul-americano para as imediações da liderança na Série A, com o mesmo número de pontos do Atlético Mineiro (30), que tem um jogo a menos e leva a melhor no critério de desempate.

Sem os chamados meias criativos, Arrascaeta, na seleção uruguaia e que por lá acabou lesionado; Everton Ribeiro, convocado por Tite; e Diego, também fora de combate; ainda assim os rubro-negros criaram. E muito. Apresentaram os problemas defensivos já conhecidos, como na jogada do gol de Vinícius aos 13 minutos e partida, e no de David Duarte, bem anulado, não pelo VAR, que apenas confirmou o aceno de Rafael Trombeta, auxiliar do árbitro Paulo Roberto Alves Junior. O técnico Domènec Torrent tem a seu favor o argumento óbvio: seu time não tem treinado, praticamente só joga.

Isso em meio aos problemas como o surto de covid-19, lesionados, como Pedro Rocha e Gabigol; e convocações, que se misturam ao calendário maluco desse momento. O Goiás, que segue na lanterna e hoje não sairia da zona de rebaixamento nem vencendo os dois jogos atrasados que ainda tem a fazer, ameaçou no início, agrediu, marcou lá na frente, fez o seu gol e pregou. Ainda no primeiro tempo a peleja se transformara em ataque contra defesa, que tinha a seu favor o goleiro Tadeu, em jornada inspiradíssima. Ele fez nada menos que seis defesas, três delas difíceis, especial na cabeçada de Natan.

O gol da vitória no último lance da partida teve uma mescla de sorte com capacidade de decisão do centroavante do Flamengo. A segundos do apito final, Willian Arão chutou da entrada da área e a bola repicou. Acabou sobrando para Pedro, que ajeitou o corpo e não desperdiçou a chance. Foi o oitavo gol dele em suas sete partidas mais recentes. O apito final aconteceu pouco antes das 20 horas. E justamente nesse horário, quinta-feira, exatos dois dias depois, o time rubro-negro estará de volta ao mesmo Maracanã para seguir sua maratona, contra o Red Bull Bragantino.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL