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Vitória combate a crise, mas não cura o Flamengo da doença que o aflige

Arrascaeta disputa bola com Byron Castillo - Dolores Ochoa / POOL / AFP)
Arrascaeta disputa bola com Byron Castillo Imagem: Dolores Ochoa / POOL / AFP)
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

22/09/2020 22h48

O Flamengo contou com a fragilidade do Barcelona de Guaiaquil para vencer por 2 a 1 um jogo dramático. Encoberto por problemas diversos, especialmente financeiros, o clube equatoriano é um dos gigantes do futebol de seu país, mas mergulhou em uma crise que transborda para o campo.

Por isso, mesmo mutilado com 11 desfalques, sete deles de jogadores infectados pela COVID-19, os rubro-negros foram superiores, principalmente no primeiro tempo. Fizeram 2 a 0 com Pedro e Arrascaeta, os melhores do time carioca, em especial o uruguaio, que atuou bem todo o tempo.

Na segunda etapa o Flamengo sentiu o cansaço e a falta de opções, com um banco de reservas recheado por atletas inexperientes, entre eles três dos quatro que desembarcaram no Equador horas antes de rolar a bola. Um cenário desfavorável, no qual o mais importante era vencer a partida.

Obviamente esses 2 a 1 não cicatrizam a ferida aberta pelos 5 a 0 que o Independiente Del Valle impôs cinco dias antes. A humilhante goleada deixou marcas profundas, que só poderão ser ofuscadas por vitórias e um futebol melhor. Contudo, cobrar mais do time nessas circunstâncias não é razoável.

A partir de agora o elenco campeão brasileiro e da Libertadores precisará se entender com a comissão técnica de Domènec Torrent, que por sua vez necessita entender o contexto no qual está inserido. E ajustar melhor as mudanças que pretende fazer na equipe, em sintonia com os jogadores.

Os 2 a 1 em Guaiaquil serviram como um paliativo, aquele remédio que combate a febre, mas não elimina a infecção. Para se curar de fato, um melhor entendimento entre os envolvidos é fundamental. Somente assim vencerão mais vezes, a ponto de os 5 a 0 de Quito ficarem para trás.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL