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Fla-Flu final ofuscado ante erros não admitidos por dirigentes rubro-negros

Bruno Henrique comemora um de seus gols em Flamengo 2 x 0 Volta Redonda - Thiago Ribeiro/AGIF
Bruno Henrique comemora um de seus gols em Flamengo 2 x 0 Volta Redonda Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

05/07/2020 19h51

Flamengo e Fluminense farão a final da Taça Rio em igualdade de condições, caso os rubro-negros vençam, conquistando o segundo turno, serão bicampeões do Rio de Janeiro. Para chegar à final, os rubro-negros bateram o Volta Redonda (2 a 0) e os tricolores empataram sem gols com o Botafogo.

Simultâneos, os jogos serviram para reforçar a (óbvia) sensação de disparidade entre as equipes. O Volta Redonda que uma semana vencera o Fluminense por 3 a 0 parecia um sparring diante do Flamengo, que a exemplo dos 2 a 0 sobre o Boavista na quarta-feira, voltou a perder muitos gols.

Se Fred teve boa chance e chutou fraco, para fora, no clássico do Engenhão, Bruno Nazário mandou a bola na trave e o Botafogo flertou com a classificação em duelo fraco de duas equipes nitidamente abaixo do ideal física e tecnicamente. A classificação não serviu para animar os tricolores.

Claro que em campo o Fluminense terá chances, poderá surpreender, lutará por isso, evidentemente. Mas será uma grande surpresa se o campeonato carioca não terminar neste Fla-Flu. Se acontecer, os times terão muito tempo para uma adequada preparação até começar o Campeonato Brasileiro.

E como os direitos de transmissão da Séria A estão vendidos até 2024, os dirigentes do Flamengo também terão longos meses para se dedicar a estudos sobre um tema que desconhecem. Assim poderão sair da amadorísrica fase de testes enquanto não percebem que expõem o clube e perdem dinheiro.

Quem sabe até lá eles consigam perceber que, ao contrário do que disse o presidente após a partida, a estratégia não só estava errada como desgastou torcedores e a imagem do Flamengo. E até 2021, ainda haverá a votação da Medida Provisória 984 no Congresso. É tanto tempo que daria até para resolverem os constrangedores problemas técnicos deste domingo.

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Mauro Cezar Pereira