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Flamengo vê Globo como "adversário de peso" e fala em readaptação das TVs

Rodrigo Dunshee de Abranches, de terno, vice-presidente geral e jurídico do Flamengo - Leo Burlá / UOL Esporte
Rodrigo Dunshee de Abranches, de terno, vice-presidente geral e jurídico do Flamengo Imagem: Leo Burlá / UOL Esporte
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

26/06/2020 15h36

O Flamengo anunciou que transmitirá o jogo diante do Boavista, quarta-feira, pelo seu canal no YouTube, a FlaTV. O blog entrou em contato com Rodrigo Dunshee de Abranches, vice-presidente jurídico e geral do clube.

A ação da Globo reivindica liminar, ao confirmar a transmissão, ao que parece o Flamengo está seguro de que ela não será concedida. Seria esse o raciocínio?
O Flamengo está confiante em uma decisão favorável porque está seguro do seu direito, mas reconhece que está diante de um adversário de peso e entende que o jogo está totalmente em aberto.

O clube duela com a Globo numa situação que, pelo lado financeiro, é bem confortável. Motivo: a principal competição que gera receitas com direitos de transmissão, o campeonato brasileiro, tem contrato até 2024, ou seja, salvo uma reviravolta jurídica improvável, o Flamengo tem suas belas quotas asseguradas até o mandato do presidente Landim e mais um triênio. É por aí?
Não vejo assim. Mas respeito. Vejo como uma luta para que seja reconhecido o valor justo de um direito. Se há liberdade, aumenta a concorrência e reduz o monopólio. Antigamente a única forma de levar imagem era pela TV. Isso está mudando. O mundo mudou. A Globo e todas as emissoras terão que se adaptar. O progresso não vem com freio de mão.

O Flamengo vai tentar colocar esse jogo, ou outros, em outras emissoras de TV, abertas e/ou fechadas?
Sinceramente, não sei. Esse jogo será na FlaTV. Mas certamente estamos abertos a propostas.

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Mauro Cezar Pereira