PUBLICIDADE
Topo

Marcel Rizzo

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Copa América terá jogos em Brasília e plano por Nordeste e público na final

Estádio Mané Garrincha será uma das sedes da Copa América no Brasil - Marcelo Cortes / Flamengo
Estádio Mané Garrincha será uma das sedes da Copa América no Brasil Imagem: Marcelo Cortes / Flamengo
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

31/05/2021 12h24Atualizada em 31/05/2021 16h51

Conmebol e CBF conversam com governos estaduais e proprietários de estádios para definir as sedes da Copa América, que foi confirmada para o Brasil nesta segunda-feira (31) depois de Argentina (por causa da pandemia) e Colômbia (em instabilidade política) deixarem a organização da edição 2021. Um estádio está confirmado: o Mané Garrincha, em Brasília.

A Conmebol quer a final no Maracanã, no Rio, mas vai depender da disponibilidade do estádio, que é administrado por Flamengo e Fluminense e terá jogos dos times no Campeonato Brasileiro no período do torneio, entre 13 de junho e 10 de julho. A entidade pediu ao Brasil para receber o torneio, entre outros motivos, porque tem esperança de que haja liberação para público ao menos na final — nem que seja convidados, como ocorreu na decisão da Libertadores, entre Palmeiras e Santos, dia 30 de janeiro no Maracanã. Hoje os jogos de futebol no Brasil estão sendo realizados com os portões fechados por causa da covid-19. Segundo informação do colunista do UOL Rodrigo Mattos, a administração do Maracanã não recebeu até agora contato de Conmebol ou CBF a respeito da Copa América.

A ideia é que na primeira fase os jogos fiquem concentrados principalmente em estádios sem demanda de partidas da Série A: Brasília está confirmado. Se avaliava também campos no Nordeste como a Arena das Dunas, em Natal, mas a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), disse não concordar com o evento em seu estado por causa da pandemia.

A Arena Pernambuco, na região metropolitana de Recife, foi cogitada, mas o governo pernambucano já emitiu um comunicado dizendo que, "apesar de ainda não ter sido procurado oficialmente pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF)" para sediar jogos do torneio, "o atual cenário epidemiológico não permite a realização de evento do porte" no território". A Arena Amazônia, em Manaus, foi colocada na mesa, mas a intenção é evitar grandes deslocamentos. São Paulo seria exceção, já que tem calendário da Série A do Brasileirão, mas está sendo cogitada.

O Conselho da entidade pediu a criação de "sedes bolhas", ou seja, as equipes fariam jogos nas mesmas cidades, ou em locais próximos, para evitar muitas passagens por aeroportos, onde a chance de contaminação por covid-19 aumenta. Só sairiam do hotel para treinar e jogar.

Para a fase final, a Conmebol gostaria de jogos concentrados em São Paulo, Brasília e no Rio. Aí a situação fica mais complicada porque os principais estádios de São Paulo e Rio estarão em uso para o Campeonato Brasileiro, incluindo o Maracanã. Se por algum motivo a arena carioca e as paulistas não puderem receber a finalíssima, o estádio Mané Garrincha, que recentemente passou por vistoria para ser escolhida como sede da final da Copa Sul-Americana em 2022, seria a opção.

Até a noite de domingo (30), quando a Conmebol anunciou que a Argentina não seria mais a sede (a Colômbia já havia sido retirada havia dez dias), a CBF não considerava o Brasil candidato. O pedido da Conmebol veio na reunião extraordinária do Conselho, realizada na manhã desta segunda. Houve contato de membro da confederação com integrante do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que consultou o presidente e recebeu o ok.

As dez seleções sul-americanas estão divididas em dois grupos e, a princípio, não terá mudança nisso: no A estão Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai e no B, Brasil, Colômbia, Peru, Equador e Venezuela. A tabela será modificada e o Brasil deve estar na abertura, dia 13 de junho, em Brasília.