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Campinas: torneio mais longevo do país 'superou' câmbio alto e pandemia

João Pires/Fotojump
Imagem: João Pires/Fotojump
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

18/12/2020 04h00

Em 2011, seu ano de nascimento, o Challenger de Campinas era apenas mais um em um cenário rico em torneios desse nível no Brasil. Naquele ano, o calendário da ATP tinha 11 Challengers no país, e cinco deles tinham premiação maior do que o evento do interior paulista. As temporadas seguintes, contudo, viram uma transformação enorme. O real perdeu valor, o país entrou em crise, e o esporte sofreu - especialmente após os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Um a um, os Challengers brasileiros foram desaparecendo, e o único sobrevivente daquele longínquo 2011 é o de Campinas, que desenvolveu uma reputação de evento forte e é, atualmente, o torneio profissional mais longevo do país. Isso inclui até os mais conhecidos ATPs. O Brasil Open viveu sua última edição como ATP 250 em 2018, e o Rio Open, ATP 500 carioca, nasceu em 2014 (e provavelmente não será disputado em 2021).

Sempre realizado na Sociedade Hípica e com arquibancadas quase sempre cheias, o Challenger de Campinas sobreviveu até à pandemia de covid-19, mudando de data, implantando os muitos protocolos de proteção exigidos pela ATP e limitando o número de espectadores. Para conversar um pouco sobre a história do torneio, as mudanças ao longo do ano e os ajustes necessários para driblar o novo coronavírus, conversei por telefone esta semana com o diretor do torneio, Danilo Marcelino.

Ele falou sobre como o torneio é muito mais caro do que em 2011 - e não só pela variação cambial, avaliou o cenário para torneios no Brasil e detalhou as adaptações necessárias para que o Challenger de Campinas fosse realizado em 2020, no meio de uma pandemia e - com uma pitada de sorte - pouco antes de uma forte segunda de covid-19 no país. Leiam abaixo a íntegra do papo.

São 10 anos de torneio. Em 2011, o Brasil tinha 11 Challengers. Hoje, Campinas é o torneio realizado há mais tempo sem interrupção no país. Em 2018, aliás, foi o único Challenger brasileiro. Por que o torneio é especial?

Óbvio que todos gostariam de fazer torneios, mas a cada ano é mais difícil. Se não me engano, a Try e o Instituto Sports [organizador do torneio campineiro] tinham seis Challengers em 2011. Vai ficando difícil. O dinheiro é escasso, todo mundo está correndo atrás do mesmo dinheiro, e os custos deste último ano... Eu diria que foi uma mágica fazer Campinas este ano, até pela pandemia. Desde julho, todas promotoras da América Latina vinham fazendo reuniões com a ATP, e todos os países tinham a mesma dificuldade. Fronteiras fechadas, fronteiras abertas, dificuldades com protocolos. Lembro que a Argentina foi o primeiro a cancelar. Depois veio o Uruguai. O Chile acabou não fazendo também. Sempre sobraram nas conversas nós [Instituto Sports], a Koch Tavares, com o evento deles de São Paulo que era para ter sido em Florianópolis, o Andrés Gómez [organizador do Challenger de Guaiaquil] e o Luís Horna [Challenger do Peru], que conseguiu fazer em cima da hora. A gente estava com o torneio pronto, pago, com dinheiro em conta, mas precisávamos do aval de todos. Como o Brasil é um país muito grande, cada região oscilava demais [em relação à pandemia]. A gente nunca sabia o que ia acontecer na próxima semana. Nós queríamos ter feito o torneio nesta semana, do dia 6 de dezembro, mas a ATP relutou em estender o calendário uma semana a mais, então pegamos a semana do dia 30. E nessa semana foi quando começou a piorar de novo. Quase foi um tiro no pé. Esse é um problema em que cada semana é diferente.

Uma das questões que você citou foi o custo. Em 2011, um dólar custava R$ 1,80. Hoje, custa R$ 5. E o torneio tem uma premiação maior. Pagava US$ 35 mil em 2011, e hoje paga US$ 50 mil. Só de premiação, são R$ 187 mil de diferença. Como foi o processo de adaptação ao longo do tempo para continuar fazendo o torneio com custos muito mais altos?

Em 2011, o menor torneio da ATP era um torneio de US$ 35 mil. Hoje, o menor é de US$ 50 mil. No fim do ano passado, até autorizaram alguns torneios de US$ 35 mil para semanas "mortas", como eles chamam, mas cancelaram esse tipo de torneio por causa da pandemia.

Mas desconsiderando a questão da pandemia, ainda houve um aumento de custos muito grande só por conta da variação cambial.

Com certeza. Os projetos [para a realização do Challenger de Campinas] são feitos via Lei de Incentivo ao Esporte e vêm sendo reajustados ano a ano, de acordo com toda a inflação. Este ano não foi só o dólar. Se contar os gastos com alimentação, o que os preços subiram de janeiro até agora foi um absurdo! Basta entrar no supermercado e ver os preços das coisas. Você vai negociar a alimentação com os clubes... Os preços subiram de 25% a 30%. Quando você acha que está todo mundo precisando trabalhar... As pessoas só enxergam o momento. "Se eu ganhei semana passada, não vou trabalhar barato." E assim é o processo, é assim o brasileiro. Então os projetos vêm sendo reajustados. Hoje, os projetos de Lei de Incentivo ao Esporte... O Nosso, de Campinas, foi aprovado no ano passado. Você vai e capta X. Depois que fecha a captação, ele vai para avaliação técnica. Nessa avaliação técnica, nós readequamos ele. No projeto do ano passado, a gente tinha 22 juízes de linha. Este ano, nós tivemos três para cada quadra no sábado e no domingo. Então esse dinheiro a gente movimentou para pagar os gastos com os protocolos de segurança. Álcool gel, totens, esses negócios. A gente teve tempo de conseguir remanejar esse dinheiro e alocar pra onde a gente precisou dele.

No fim das contas, saiu mais barato ou mais caro?

Saiu igual. Por exemplo: a chave era de 48 [jogadores] e passou para 32, mas nós tivemos que pagar hospedagem para todo mundo no qualifying de sexta a domingo. Antes, a gente não pagaria a hospedagem do qualifying.

Campinas19 - João Pires/Fotojump - João Pires/Fotojump
Imagem: João Pires/Fotojump

E se fosse chave de 48, teria um quali pequeno...

Então a hospedagem acaba sendo o mesmo. No final, acabou saindo elas por elas, só que um trabalho muito maior. Nós acabamos tendo gastos por fora. Em Campinas, para conseguir os alvarás da prefeitura... Acaba tendo despachante... A gente fez tudo certinho. Fomos lá, pegamos todos alvarás, nossa quadra central tinha duas cadeirinhas, um metro e meio [de distância] e duas cadeirinhas, um metro e meio... Voltando à pergunta que você fez antes: por que 10 anos? Um evento que a gente tinha uma média de 2.500 pessoas por dia! Uma média de 1.500 não-sócios por dia no clube! Um evento que mexia com a região inteira. A gente recebeu muito email e telefone de Sumaré, Piracicaba... "Por que o evento não é aberto ao público?" A gente conseguiu enxergar o quão grande o torneio é não só para Campinas, mas para a região inteira. Então a gente deixou de ser aberto ao público por exigência do clube. O clube alegou que já tinha um público grande de sócios. Não comportava mais pessoas. A quadra central, que era para 800-1.000 pessoas [nas edições anteriores], este ano ficou para 200 pessoas. O evento era para 350 pessoas só. O próprio sócio teve problema de revezamento, de quem entrava. Pelo estatuto do clube, o sócio poderia convidar um amigo. Ele convidava, mas esse amigo não tinha acesso à quadra central. Não tinha espaço para todo mundo. Nós fomos categoricamente by the book dentro dos protocolos. A área VIP foi fechada, não servimos nada. Planejamos uma área VIP que seria aberta, inicialmente seria para 30 pessoas... Cancelamos tudo! Na segunda-feira, dia 30, depois das eleições, saiu novo comunicado do governador. Então nós seguimos direitinho o que era para ser feito.

E com a pandemia o torneio mudou bastante também, certo?

A nossa premiação seria de US$ 54 mil e alguma coisa, com chave de 48, com o torneio em sete dias. Com a pandemia, mudou tudo. Diminuiu a premiação para US$ 52 mil e quebrados, passou a ter chave de 32 com quali de 16 e em vez de sete dias, voltou a ser um torneio de nove dias. Eles não queriam aglomeração com os jogadores do quali e os da chave principal, então enxergaram que fazendo o quali no sábado e no domingo, não ia ter aglomeração na segunda e na terça, com quali e jogadores treinando. Tinham razão. É coerente. Tiraram juízes de linha [só houve juízes de linha a partir de sábado] e incluíram protocolos que achei muito válidos. Óbvio que a ATP protege o jogador. A missão dela é proporcionar torneios aos jogadores.

As pessoas não têm muita ideia do quanto as exigências da ATP encarecem um torneio. Isso inclui muita coisa, não?

É com tudo. Você imagina que o jogador tem direito, todo dia, a quantas toalhas ele quiser para treinar e para o jogo. Então se você tiver 500 toalhas e botar para lavar todo dia, levanta esse custo numa lavanderia, e você vai ver. E com a pandemia, a gente nem conseguia botar para lavar. A gente comprou toalhas, elas eram usadas e, depois, isoladas. Não eram toalhas chiques, mas eram toalhas boas. Com a pandemia, teve muita exigência. Bebidas, água, serviços. Nós damos alimentação. Não é obrigatório, mas nós damos. A ATP proporciona, mas exige também. Você está falando de um Challenger. Campinas fechou com ranking 280. São 32 jogadores com ranking abaixo de 300. E com os protocolos... Este ano, tivemos um número maior de vans porque só podia ter oito pessoas dentro de cada van. Tivemos credenciais todas com fotos, restaurante privado para os jogadores, sala de jogadores muito maior. Nós proporcionamos um torneio que, se os jogadores quisessem, eles não tinham contato nenhum com o público. Eles tinham vestiário particular. Eram dois vestiários, e entrava um jogador por vez. Depois entrava a limpeza e esterilizava o vestiário inteiro. Nas quadras de treino, quando terminava o treino entrava uma pessoa para esterilizar banco e tudo. Isso com treinos, jogos, tudo. Tínhamos quase 50 totens de álcool gel dentro das quadras, nas salas, tudo. O hotel estava praticamente 90% reservado para os jogadores. Eram dois fisioterapeutas. Eu tive que montar uma sala de fisioterapia dentro do hotel. Os fisioterapeutas não podem ficar no mesmo quarto, os dois médicos têm que ficar separados... Fizemos tudo que era para ser feito e mais um pouco. Não tinha por que o jogador se expor.

Eu falei antes sobre a quantidade de torneios no Brasil... Foi só a variação cambial que pesou ou também tem um pouco do fim do "Efeito Guga", com o tênis passando a atrair menos gente?

Eu acho que não. Acho que foi tudo a variação cambial. Tênis é um esporte caro apesar de que com a pandemia eu diria que os dois esportes que mais cresceram no Brasil foram o tênis e o beach tennis. Eu vejo isso pelo clube que frequento, que é o Paineiras. Todo mundo que fazia futebol, vôlei e basquete começou a fazer tênis e beach tennis. Houve academias em São Paulo que ficaram abertas não oficialmente e ficaram lotadas porque era a única coisa que podia fazer, então as pessoas começaram a jogar. Se você vir as lojas... As vendas da Fila cresceram monstruosamente porque as marcas grandes, como Nike, deixaram de importar, com medo do que ia acontecer. E eles [Fila] têm fábrica própria e tamparam o buraco do mercado. Então o tênis cresceu. É um esporte de muito relacionamento. É um esporte de um poder aquisitivo de empresários que gostam e usam como ferramenta de relacionamento. Acho que é um momento difícil que todo mundo está passando, mas vejo tênis ainda como esporte de muito futuro. No nosso lado comercial, vendemos bastante coisa no fim do ano e no começo do ano, antes da pandemia. E deixamos de vender muita coisa por causa da pandemia. Prometia ser um ano maravilhoso.

Alguns anos atrás, a gente conversou, e você disse que fazer um Challenger custava em torno de R$ 1 milhão. Quanto isso era lá atrás, em 2011, e quanto é agora, em 2020?

Não sei. Por volta de R$ 700-800 mil [em 2011]. Lembro que eu tive um reunião na ATP há uns 5-6 anos... Quando você começa a colocar os números, eles não conseguem entender. Na Europa e nos EUA, pegador de bola é voluntário, filho de sócio. O estafe é voluntário. Quando eu falei quanto gastava com pegador de bolas no Brasil, eles quase caíram duros! Não tem como. Pegador de bola a gente traz de um projeto social. Tem que dar uniforme e, se eu não tiver patrocínio, tenho que comprar. E tem que dar alimentação e tudo. É coisa de R$ 25-30 mil só o custo com pegador de bola. Quando eu falei para eles que era coisa de US$ 7-8 mil, quase caíram duros! De transporte, é mais um monte! É tudo caro! Não tem jeito. Eu acho que lá atrás era por volta de R$ 800 mil mais ou menos.

Danilo vertical - João Pires/Fotojump - João Pires/Fotojump
Imagem: João Pires/Fotojump

Então não subiu tanto assim...

Este ano, foi por volta de R$ 1,6 milhão, R$ 1,7 milhão. Por aí. No Brasil, as coisas são caras mesmo. Com o dólar a R$ 5, só a premiação dá mais de R$ 250 mil. Os árbitros são pagos em dólar. Teve juiz lá que ganhou R$ 10 mil. O cara ganha US$ 1.900... Com o dólar a esse valor, calcula aí!

Qual a importância de manter a data para o sucesso de um torneio?

A nossa data é a mesma de sempre nos últimos dez anos: sempre na primeira semana de outubro. Este ano uma coisa que a ATP fez com todos promotores, na primeira das reuniões... Ela falou que todo mundo, independentemente do que acontecesse este ano, mudando data por causa de covid, a data de 2021 estaria garantida. Então na primeira semana de outubro será o Challenger de Campinas de 2021. Se alguém quiser pegar a minha data, não vai pegar.

Outra dúvida que eu tenho: tem como evitar que a ATP dê a mesma data para outro promotor? Porque este ano os Challengers de Lima e São Paulo foram na mesma data, e isso enfraqueceu os dois torneios.

Este ano foi diferente. Lima-São Paulo... é um voo de seis horas! Quando a conversa começou, o que não poderia fazer seria eu [Campinas] junto com Argentina ou Argentina junto com Uruguai ou Lima junto com Equador. Pela distância, entendeu? Porque não iria caber todo mundo. Cada torneio vai brigar. São Paulo pagou um pouco o preço por ser um torneio de primeiro ano. Talvez por isso que a ATP disse que Lima ficaria junto com São Paulo, mas não com Campinas porque Campinas é um torneio de 10 anos, entendeu? E Lima já estava no calendário. Quem entrou foi São Paulo.

Existe o risco de eventualmente ter Campinas e São Paulo na mesma data?

No mesmo país, a ATP não dá [a mesma data para dois Challengers]. Pode ter 50 torneios, não dão a data no mesmo país. Podem até dar perto, na Argentina, como já aconteceu. Eu não ligo muito para isso, não, Cossenza. Acho que pelo que você faz, pelo que você oferece...

Entendo você não ter essa preocupação toda. É que Campinas já é um torneio consolidado, os jogadores vêm ano após ano, já conhecem o torneio, sabe que funciona, e existe uma reputação...

Tanto é que eu nunca recebi tantos elogios de jogadores. Vamos falar assim: de dez que chegaram para mim, nove disseram "foi o melhor Challenger que joguei na minha vida". Pelo que a gente ofereceu. A gente foi o único [torneio] que ofereceu comida...

E a comida lá é muito boa... [risos]

Para você ver, né? Imagina o seguinte: este ano eles tinham lugar privado [no restaurante], naquela mesma qualidade que você conhece, fartura, não tinham do que reclamar.

O evento correu risco de não acontecer em algum desses 10 anos?

Não. Nunca. Este ano correu risco por causa da pandemia, não por causa de dinheiro. A gente já tinha o dinheiro em conta. Mas não é só o dinheiro, né? Numa situação dessas [pandemia], tem que ver se o local pode fazer, se o clube quer fazer... O clube foi muito parceiro com a gente, nota 10 em todos sentidos, até porque eles sabem como trabalhamos. Foi um jogo de equipe pesado. Todo mundo.

Outra curiosidade que eu tenho... Nós, da imprensa, sempre falamos com o Lui Carvalho, diretor do Rio Open, sobre cachês que o torneio paga para alguns tenistas. Acontece isso em Challenger também? Tem jogador que pede algo para vir jogar?

Acontece. No Rio Open, você pode pagar. É legal. Em Challenger, é proibido. Se eu pagar e me pegam, eu vou ser suspenso, vai acabar meu torneio, e o jogador também vai ser suspenso. É proibido pedir garantia em Challenger. Pedem? Pedem. Mas eu não dou e nunca dei e tenho vários argumentos para isso. Por que eu iria pagar garantia para jogador no Challenger de Campinas? Eu não vendo bilheteria, então o cara não vai me trazer mais dinheiro. Ele não vai me trazer patrocínio porque o torneio está fechado com todos patrocínios. A minha mídia já está ali, comprada. A TV já está fechada. Não tem nem mais nem menos. Não vejo nenhum argumento. Tanto é que às vezes as pessoas que vêm... Pablo Cuevas, 60 do mundo, já dei dois wild cards para ele. Ele veio e tomou primeira rodada! Então qual é a razão de eu pagar garantia para um cara desses? E, mesmo assim, é proibido, então não vou fazer o que não pode.

Que valores pedem?

Eu nunca abri conversação. Nem abri. Às vezes pedem algum incentivo, passagem... Eu nem abro negociação. Eu falo que aqui a gente trata todo mundo igual. Brasileiros e estrangeiros. Às vezes chega um treinador e fala "o cara é Copa Davis, você podia dar pelo menos alimentação para o treinador." Eu falo "o que eu faço para um, eu faço para todos jogadores." Trato igual absolutamente todos.

O quanto um torneio assim faz bem para o cenário do tênis no país? E acho que a pergunta vale até para países como Peru, Colômbia, Equador, Uruguai... E não digo nem tanto pelo que os tenistas da casa podem ganhar de ponto, mas também pelo incentivo ao esporte, porque vai ter criança vendo e, quem sabe, se animando a praticar porque viu um evento profissional?

Ajuda demais! Basta falar que é o segundo maior evento do Brasil e, se você for olhar, esse torneio dá muito mais oportunidade ao jogador brasileiro do que o Rio Open, por exemplo. Se olhar percentualmente, quanto menor o torneio, mais chance vai dar para os jogadores que estão começando. Então ajuda demais. É um evento que traz interesse da mídia, da televisão... De público não precisa nem falar! Mesmo este ano, foi absurda a procura dos sócios. O trabalho que o pessoal da Hípica fez para controlar os sócios e atender todo mundo foi muito bacana mesmo. Tem que dar os parabéns ao pessoal lá. Deu trabalho, mas só quem estava lá é que viu. Valeu muito a pena. A sensação de dever cumprido foi demais.

E Campinas tem essa questão da região, né? É um torneio que atrai pessoas ali de Americana, de Paulínia, Mogi, e acaba sendo muito maior do que um evento só de Campinas...

Em circunstâncias normais, o público de fora é muito maior que o do clube. É uma região que gosta muito de tênis e beach tennis. Talvez a região mais forte de beach tennis do país. Valinhos, Vinhedo, Campinas... Se for olhar as academias que tem lá... Só para você ter uma ideia, 15 dias antes teve um torneio lá em Campinas na Arena Aveiro. São 14 quadras de beach tennis, é um espetáculo. O torneio deu 1.100 inscritos. Aquela região lá é muito forte. O pessoal gosta. E eu joguei tênis na Hípica 30 anos atrás. O tênis é fortíssimo lá.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.