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Millman e competições nacionais: uma possível solução para o pós-pandemia

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Imagem: Getty Images
Alexandre Cossenza

Alexandre Cossenza é bacharel em direito e largou os tribunais para abraçar o jornalismo. Passou por redações grandes, cobre tênis profissionalmente há oito anos e também escreve sobre futebol. Já bateu bola com Nadal e Federer e acredita que é possível apreciar ambos em medidas iguais. Contato: ac@cossenza.org

Colunista do UOL

15/04/2020 12h04

Ninguém sabe quando o tênis retornará às atividades normais, mas existe um consenso: por suas peculiaridades, a modalidade deve ser uma das últimas a voltar a ser como antes. Por ter competições profissionais em várias partes do globo em todas semanas, o retorno ao pré-covid-19 exige que todos países estejam abertos à circulação de pessoas e, claro, que a pandemia do novo coronavírus esteja controlada em todo o planeta.

Por enquanto, com tudo parado, muita gente sofre. Além, obviamente, dos profissionais, que não se não têm torneios ficam sem prêmio em dinheiro, a pandemia afeta academias, que estão fechadas, e árbitros, que ficam sem trabalho. Sem falar nos professores, boleiros, técnicos e todo tipo de atividade relacionada ao tênis (o site Tenisbrasil faz uma campanha de crowdfunding para ajudar 25 trabalhadores informais do tênis - saiba mais aqui).

Uma possível solução para um futuro (talvez) próximo (certamente mais próximo do que a volta ao normal do circuito inteiro) vem de uma sugestão do australiano John Millman: torneios nacionais. Em sua conta no Twitter, o veterano de 30 anos, atual número 43 do mundo, considerou a hipótese de seu país se recuperar antes do resto do mundo.

A ideia de Millman seria um evento nacional, só com australianos, nos moldes de torneios por equipes, como já acontece em certos eventos de exibição. Em seu tweet, o veterano fala em uma competição interestadual, com times formados por homens, mulheres, "lendas" do esporte e juvenis, com jogos de simples, duplas e duplas mistas - e, talvez, um formato diferente de pontuação.

Qual a vantagem de um evento assim? Contratos (dinheiro!) para os jogadores, trabalho para árbitros, boleiros, técnicos e funcionários de todo tipo necessários para eventos assim. Tudo isso movimentaria dinheiro dentro da modalidade no país durante a espera pelo retorno do circuito mundial.

Não é a mais original das ideias, mas certamente tem seus méritos. Quem não pagaria para ver eventos nacionais em países como Austrália, Argentina, Espanha, Canadá, EUA, França, Itália e outros com vários atletas entre os melhores do mundo? Funcionaria até no Brasil se os envolvidos deixassem de lado as frequentes brigas de panelinhas que puxam para baixo o tênis por aqui. Ajudaria muita gente, levaria o público de volta à modalidade e faria circular dinheiro, fosse com pay-per-view, venda de ingressos (em um cenário de pandemia controlada internamente, obviamente) ou direitos de TV.

Não é um plano para amanhã (nem para o mês que vem, aparentemente), mas é algo que deve, sim, ser considerado seriamente por quem trabalha com produção de eventos na modalidade.

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