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Mick traz sobrenome Schumacher de volta ao grid e promete ''trabalho duro''

Mick Schumacher fez seu primeiro treino livre na F1 com a Haas em Abu Dhabi - Andy Hone / LAT Images
Mick Schumacher fez seu primeiro treino livre na F1 com a Haas em Abu Dhabi Imagem: Andy Hone / LAT Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

04/03/2021 08h39

A temporada 2021 da Fórmula 1 vai marcar o retorno do sobrenome Schumacher ao grid, com a estreia de Mick, filho do heptacampeão Michael e atual campeão da Fórmula 2. O piloto de 22 anos vai correr pela Haas, cuja ambição é pontuar em algumas provas, mas isso não tira sua empolgação com o novo passo na carreira. E, como um bom Schumacher, não lhe tira a vontade de trabalhar duro para melhorar.

"Eu gosto de falar dos meus pontos fortes, e não dos fracos'', disse Mick Schumacher na primeira coletiva de imprensa após o lançamento da pintura da Haas para 2021. ''Acho que todo mundo é assim. Acredito que sou muito bom nas corridas e a relação que tenho com minha equipe é muito positiva. Fico feliz por conseguir construir rapidamente uma boa relação com a equipe. Sempre tento melhorar em todos os aspectos e é isso que eu vou fazer e vou trabalhar para c? para isso, dar tudo o que eu puder. E tenho certeza de que, ao longo da temporada, vou me adaptar a todas as situações que aparecerem."

Trabalhar duro sempre foi a marca registrada de seu pai, sobre o qual Mick raramente se refere. Mas isso não quer dizer que ele não se orgulhe de carregar um dos sobrenomes mais famosos da história da F1.

"Eu nunca disse que me sentia pressionado pelo sobrenome e eu tenho certeza de que nunca vou dizer, porque fico feliz em carregar esse sobrenome e trazê-lo de volta à F1, e tenho muito orgulho disso. É algo que me dá motivação para trabalhar o mais duro que eu posso."

Em sua estreia, ele vai continuar tendo o apoio da academia de pilotos da Ferrari, e inclusive terá Jock Clear, engenheiro que trabalhou com seu pai no passado, além de outros campeões como Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Jacques Villeneuve, como uma espécie de treinador. Ele e Clear trabalharam juntos pela primeira vez em 2014, e o engenheiro de performance foi bastante importante em sua caminhada até aqui.

Toda a experiência do britânico será importante porque Schumacher está estreando não apenas na equipe mais nova do grid - a Haas estreou em 2016, com muitos profissionais que, como o piloto alemão, vieram da então GP2 - como também terá como companheiro outro novato, Nikita Mazepin.

"Conheço Nikita desde 2013. Nós fomos companheiros no passado e sempre corremos ao mesmo tempo, em várias categorias. Então a gente meio que cresceu junto, de certa forma", disse Schumacher, que evitou comentar sobre as polêmicas, dentro e fora das pistas, em que o piloto russo se meteu na carreira.

Mazepin, por sua vez, lembrou que ele e Mick Schumacher travaram muitas batalhas nas categorias de base. ''Eu já o bati quando a gente competia com o mesmo carro, e ele também ganhou de mim. Acho que está em aberto. Ele é um piloto muito bom, então acho que será um desafio muito interessante.''

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A empresa de fertilizantes russa Uralkali, patrocinadora de Mazepin, agora também é a marca principal da Haas
Imagem: Divulgação/Haas

É devido às conexões de Mazepin, cujo pai é dono da Uralkali, que se tornou patrocinadora máster da equipe neste ano, com um investimento que, estima-se, corresponde a cerca de 20% do orçamento anual do time, que a Haas mudou sua identidade visual neste ano. No lançamento da pintura, Mick Schumacher disse ter gostado das novas cores.

"São as cores da equipe. O carro está bonito, parece agressivo, e é dessa maneira que vamos abordar a temporada: vamos trabalhar para ganhar espaço, tentando extrair o máximo de performance de que precisamos."

O carro da Haas para a temporada 2021 só vai para a pista nos testes de pré-temporada, que serão realizados no Bahrein, entre 12 e 14 de março. O país árabe será palco da etapa de abertura da temporada, dia 28.