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Ferrari diz que coronavírus mudou planos do time para futuro de Vettel

Mattia Binotto chefe de equipe da Ferrari acredita que a chegada de Carlos Sainz será benéfica para os objetivos da escuderia  - Eric Alonso/MB Media/Getty Images
Mattia Binotto chefe de equipe da Ferrari acredita que a chegada de Carlos Sainz será benéfica para os objetivos da escuderia Imagem: Eric Alonso/MB Media/Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

03/07/2020 09h06

O chefe da Ferrari, Mattia Binotto, explicou nesta sexta-feira na Áustria que a pandemia do coronavírus foi fundamental para a decisão da equipe de não renovar o contrato de Sebastian Vettel. O suíço confirmou a versão do piloto de que ele simplesmente foi comunicado que deixaria o time durante o período que a fábrica estava fechada no lockdown italiano.

"Dissemos, publicamente e para ele, durante o inverno [europeu] que ele era nossa primeira opção. Ao mesmo tempo, vários pilotos nos procuraram para saber se eles teriam a oportunidade de pilotar pela Ferrari. Mas isso não mudou nossa posição", disse Binotto.

"Depois, a pandemia mudou todo mundo, não apenas o automobilismo: o teto de gastos foi apertado, o novo regulamento foi atrasado e os carros vão ficar praticamente os mesmos no ano que vem, o que é muito importante para nós. E a temporada nem tinha começado, então ele nem tinha a chance de provar que estava motivado para pilotar para a Ferrari, o que foi uma pena para ele. Tivemos de reconsiderar nossa posição [com tudo o que mudou] e tomamos uma decisão."

Essa versão é diferente do que foi inicialmente publicado pela Ferrari, dando conta de que a decisão havia sido conjunta. Na quinta-feira, Vettel tinha revelado que Binotto o ligou simplesmente para comunicar que 2020 seria sua última temporada na equipe de Maranello.

"Foi uma surpresa quando o Mattia [Binotto, chefe da equipe] me ligou dizendo que a equipe não queria continuar comigo. Não houve proposta na mesa."

Binotto entende que o tetracampeão não esteja contente com a maneira como foi dispensado. "Ouvi dizer que ele ficou surpreso e lembro que ficou mesmo. E entendo isso. E, ainda que tenha entendido nossa decisão, acredito que até hoje não esteja contente com isso. Isso é normal e óbvio."

Perguntado sobre os cinco anos - seis com a temporada que começa neste final de semana - de Vettel na Ferrari, Binotto destacou o profissionalismo do alemão.

"Foi um grande período. Ele é um grande campeão e também uma grande pessoa. Tenho certeza de que todos na Ferrari e também os fãs adoraram esse período com ele. Aprecio-o muito como profissional e como pessoa."

A Ferrari não começa a temporada com a melhor das expectativas, depois que o time encontrou discrepâncias entre os dados que obtinha nos simuladores e o que foi conseguido na pista nos testes de pré-temporada, realizados ainda em fevereiro, antes da pandemia. A opção foi por refazer todos os cálculos para, só então, começar a trabalhar no desenvolvimento do carro. Por conta disso, enquanto os rivais terão novidades na Áustria, a Ferrari começa a temporada com a mesma configuração dos testes e só terá a primeira atualização na terceira prova, na Hungria.

É possível que justamente o fato de saber que tanto esta temporada, quanto a próxima, serão mais complicadas em termos de performance tenha influído na decisão de preferir focar na preparação de Charles Leclerc para disputar o título no futuro. Também especula-se que a Ferrari tenha decidido não contar com dois salários altos, lembrando que o contrato de Leclerc foi renovado antes do coronavírus. Leclerc terá como companheiro Carlos Sainz, atualmente na McLaren.

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