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Promotor vê chance mínima de GP Brasil ter público reduzido e aguarda data

Max Verstappen e Lewis Hamilton dividem a primeira curva na largada do GP Brasil de 2019 - Lat Images
Max Verstappen e Lewis Hamilton dividem a primeira curva na largada do GP Brasil de 2019 Imagem: Lat Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

22/06/2020 04h00

O GP do Brasil é uma das provas que estão aguardando a decisão da Fórmula 1 a respeito do restante do calendário da temporada, que começa em duas semanas, dia 5 de julho. Somente oito GPs foram confirmados até o momento, mas a expectativa da Liberty Media, que detém os direitos comerciais da categoria, é conseguir fazer de 15 a 18 etapas em 2020. Originalmente, o campeonato começaria em março e teria 22 GPs.

Até o momento, a Interpub, empresa responsável pela promoção do GP do Brasil, não recebeu a confirmação de uma data para a prova, originalmente marcada para o dia 15 de novembro. A ideia dos organizadores é colocar ingressos a venda assim que o calendário for confirmado, e o promotor Tamas Rohonyi admite que, se houver a necessidade de vender uma quantidade limitada de ingressos devido a medidas anti-coronavírus, seguirá as determinações. Até o momento, todas as oito provas confirmadas pela F1, entre julho e setembro, serão sem a presença de público.

"Em relação a nossa corrida, por nossa parte, não há dificuldade nenhuma. Nossa empresa continua com os trabalhos de organização e aguardamos apenas a confirmação da data para iniciar a venda de ingressos. Acreditamos que a corrida possa ser antecipada uma semana em relação à data original, mas nada disto foi confirmado pela F1. A possibilidade de não admitir público eu acho mínima, mas se tiver de criar condições para distanciamento, será feito", afirmou Rohonyi ao UOL Esporte.

Temporada deve ter mais GPs na Europa

Quando a Liberty Media anunciou as oito primeiras etapas, a ideia era de que elas formariam a parte europeia da temporada. Porém, desde então, o diretor técnico da F1, Ross Brawn, indicou que mais provas europeias serão adicionadas ao calendário, possivelmente fazendo com que a categoria não saia do continente pelo menos até o final de outubro.

"A situação geral de F1 é bastante complicada", admitiu Rohonyi. "Como disse [o CEO da F1] Chase Carey, a situação é fluida, ou pelo menos estava assim até anunciarem a primeira parte do calendário. Aí ficou um pouco menos fluida para os promotores europeus, mas continua a ameaça de uma segunda onda de infecção e novas restrições de movimento entre países. Portanto não é fácil para os colegas de F1 e certas decisões demoram muito."

De fato, a cada semana a discussão sobre o calendário da Fórmula 1 parece dar uma guinada diferente, e as atenções agora estão voltadas para a segunda onda de infecções que a China tenta impedir em Pequim. O GP da China é uma das provas adiadas e que aguardam remarcação.

Além disso, pelo menos mais duas provas, na Itália e em Portugal, com a Alemanha também com boas chances, devem ser adicionadas ao calendário europeu e setembro e outubro, quando a categoria já estaria fazendo suas corridas na Ásia e América do Norte. Além disso, há provas outras além da chinesa que aconteceriam no primeiro semestre e ainda não foram remarcadas.

"Há um plano de contingência para estender a temporada europeia com uma ou duas outras corridas se necessário. Acho que Bahrein e Abu Dhabi serão as últimas provas da temporada Isso nos dá 10 provas. Vamos encontrar pelo menos cinco ou seis boas provas para colocar no meio", disse o diretor técnico da F1, Ross Brawn.

Quais provas foram canceladas e quando estão sem data?

Foram canceladas as corridas da Austrália, Mônaco, Holanda, França, Azerbaijão, Singapura, Japão. Assim como o Brasil, outras oito provas ainda não tiveram suas datas confirmadas. Por usarem vias públicas, é esperado que Canadá e Vietnã entrem na lista de cancelamentos, ainda que exista grande vontade da Liberty para que o GP em Hanói de fato estreie neste ano. As duas provas no Oriente Médio, Bahrein e Abu Dhabi, como afirmou Brawn, estão praticamente confirmadas para encerrarem a temporada entre o final de novembro e a primeira meta de dezembro. E a Rússia também sinalizou que está preparada para receber sua corrida, originalmente programada para o final de setembro.

Nas Américas, onde a pandemia está em estágio pior em relação à Europa no momento, o México é outro país que, como o Brasil, está aguardando uma posição. Os promotores gostariam de manter sua data em 27 de outubro, mas admitem que a realização de sua etapa depende da melhora da situação da pandemia no país. Já nos Estados Unidos, cuja etapa está marcada para a semana anterior, em Austin, as autoridades médicas locais não acreditam que será possível abrir eventos a mais de 500 pessoas, o que pode complicar a realização do GP.

Ao anunciar o calendário, Carey havia dito que esperava poder revelar o restante das datas até o final do mês de junho, antes do início do campeonato.

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